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O trágico desfecho do desaparecimento de Anisiana Pereira da Silva, de 32 anos de idade, gerou profunda comoção entre familiares e moradores do município de Taguatinga, na região sul do estado do Tocantins.
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O corpo da mulher, que havia desaparecido recentemente, foi localizado na manhã da última terça-feira, 16 de junho de 2026, em uma área de vegetação às margens da rodovia que interliga a cidade tocantinense ao município de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.
O ex-companheiro da vítima, um homem de 47 anos, foi apontado como o principal suspeito do crime e acabou preso em flagrante pela polícia na cidade de Filadélfia, no norte do Tocantins, enquanto tentava fugir em direção a outro estado.
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A localização do cadáver foi o resultado de uma operação conjunta de buscas que mobilizou equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar. No local do achado, os peritos criminais realizaram exames preliminares e constataram a presença de diversas perfurações.
O homem detido foi conduzido pelas guarnições até a Central de Atendimento da Polícia Civil em Araguaína, onde o flagrante foi formalizado. Ele responderá pelo crime de feminicídio.
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O corpo de Anisiana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização dos exames de necropsia, onde aguardava os trâmites burocráticos para ser liberado aos familiares.
Descrita por parentes como “Anne”, a vítima tinha o perfil marcado pela extrema dedicação à família e pelo sonho profissional de se consolidar como confeiteira, tendo atuado anteriormente como babá e manicure quando residiu na região de São Sebastião.
De acordo com os relatos de sua sobrinha, Danyele Marques, Anisiana possuía uma personalidade acolhedora e generosa, sendo responsável por organizar festividades familiares, preparar refeições comunitárias e confeccionar doces artesanais para os sobrinhos.
Contudo, os familiares relataram que essa disposição contrastava com o histórico de seu relacionamento conjugal, iniciado quando ela tinha 17 anos e o parceiro 32. O casamento de 15 anos teria sido marcado por um cenário contínuo de violência doméstica.
Na tentativa de romper o ciclo de abusos e buscar proteção junto à sua rede de apoio familiar, Anisiana havia decidido se mudar de Brasília para o Tocantins. Ela deixa uma filha que completará 9 anos de idade no próximo mês de agosto.