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A perda de um ente querido já costuma deixar marcas profundas. Mas para uma família de Cariacica, na Grande Vitória, a dor foi ainda mais difícil de suportar. Em um intervalo de apenas dez minutos, mãe e filho faleceram dentro da própria casa, deixando parentes, amigos e moradores da comunidade abalados diante de uma sequência de acontecimentos que ninguém imaginava presenciar.
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Maria do Carmo de Oliveira Roriz, de 70 anos, passou mal na tarde do último domingo, dia 14 de junho, poucas horas após retornar das atividades voluntárias que realizava na Igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro Nova Rosa da Penha II.
Segundo familiares, ela havia participado normalmente das atividades religiosas e voltou para casa para almoçar ao lado dos filhos. Após descansar um pouco, Maria do Carmo levantou-se, tomou água e seguiu para a varanda. Pouco depois, um barulho chamou a atenção dos filhos.
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Ao verificarem o que havia acontecido, encontraram a mãe caída e imediatamente acionaram o socorro. Enquanto aguardavam a chegada da equipe médica, o músico Anderson de Oliveira Roriz, de 36 anos, ficou extremamente abalado com a situação.
De acordo com a irmã, Adriana, ele dizia não conseguir suportar ver a mãe naquele estado. Em seguida, começou a sentir falta de ar e também precisou de atendimento. Mesmo com os esforços realizados pelos socorristas e pela vizinhança que se mobilizou para ajudar, Maria do Carmo não resistiu.
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Dez minutos depois, Anderson também faleceu. Conforme os registros médicos, a idosa sofreu complicações relacionadas a insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão. Já o filho morreu em decorrência de um infarto agudo do miocárdio.
Muito conhecidos no bairro, os dois deixaram um legado de carinho e dedicação. Maria do Carmo era lembrada pelo trabalho voluntário na igreja e pelo empenho na construção da capela frequentada pela comunidade. Já Anderson, percussionista em grupos de pagode, era admirado pela generosidade e pelo forte vínculo com familiares e amigos.
Os velórios aconteceram na própria igreja onde Maria do Carmo atuava. Segundo familiares, a grande presença de pessoas demonstrou o quanto mãe e filho eram queridos e respeitados por todos que conviviam com eles.