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A dor de perder um filho de apenas 3 anos é uma das experiências mais difíceis que uma família pode enfrentar. Quando essa despedida acontece de forma inesperada, o sofrimento costuma ser acompanhado por questionamentos e pela busca por respostas.
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Foi esse cenário que levou à Justiça um caso ocorrido em uma fazenda ligada ao cantor Amado Batista, em Goiás, e que agora resultou em uma condenação com pagamento de indenização e pensão aos pais da criança.
A decisão foi proferida pela Justiça de Goianápolis e determinou que o artista pague R$ 453 mil por danos morais aos pais do menino, que morreu afogado em 2022. Além da indenização, o magistrado estabeleceu o pagamento de uma pensão mensal em favor da família, com critérios definidos de acordo com a idade que a criança alcançaria ao longo da vida.
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Segundo os autos, os pais trabalhavam como caseiros na propriedade rural e residiam no local com os dois filhos. O acidente aconteceu poucos meses após a contratação da família. Conforme relatado pelos responsáveis, o menino teve acesso à área da piscina e acabou se afogando.
Durante o processo, os pais alegaram que haviam solicitado medidas de proteção no entorno da piscina, mas afirmaram que o pedido não foi atendido. A defesa do cantor, por sua vez, contestou essa versão e sustentou que não houve solicitação formal para a instalação de barreiras de segurança.
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Na sentença, o juiz destacou que a perda de um filho representa um sofrimento profundo e que a indenização possui caráter compensatório e educativo. No entanto, a decisão também reconheceu a chamada culpa concorrente, entendimento jurídico aplicado quando mais de uma parte possui responsabilidade sobre os fatos.
Dessa forma, a Justiça definiu que 70% da responsabilidade caberia ao proprietário da fazenda e 30% aos pais da criança, considerando o dever de vigilância exercido pelos responsáveis.
A defesa de Amado Batista informou que respeita a dor da família, mas discorda de aspectos da decisão e pretende recorrer. Os advogados também alegam que houve limitação na produção de provas consideradas importantes para a análise do caso.
Enquanto o processo segue para possíveis recursos, a decisão reacende o debate sobre segurança em propriedades rurais e a necessidade de prevenção em áreas que possam representar riscos para crianças.