ANÚNCIOS
A investigação, que resultou na condenação de um soldado reformado do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, teve início após uma denúncia feita pela então companheira do militar.
ANÚNCIOS
Segundo os autos, a mulher entregou às autoridades um celular que continha mensagens, videos e fotos que ajudaram a embasar a apuração conduzida pela Justiça Militar. O militar condenado foi identificado como Gilberto Hoffmann.
Conforme a sentença, ele teria levado profissionais do sexo para as dependências do quartel em pelo menos 29 ocasiões, onde ocorreram encontros íntimos. De acordo com o processo, a denúncia foi formalizada depois que a companheira passou a desconfiar de traições.
ANÚNCIOS
Em depoimento, ela relatou que chegou a vigiar a movimentação em frente ao quartel para tentar confirmar suas suspeitas. Apesar de afirmar que ainda nutria sentimentos pelo militar, a mulher decidiu procurar a corregedoria e os setores responsáveis pela investigação.
O relacionamento entre os dois durava cerca de sete anos. Além das suspeitas de infidelidade, ela alegou que estava preocupada com a segurança de terceiros. Segundo seu relato, havia indícios de que o bombeiro poderia estar consumindo bebidas alcoólicas antes ou durante o serviço, o que poderia comprometer atendimentos realizados pela corporação.
ANÚNCIOS
A descoberta do aparelho ocorreu em agosto de 2022. Conforme o depoimento, ela encontrou o celular dentro de uma viatura estacionada no quartel. Inicialmente, acreditou que se tratava de um telefone utilizado secretamente pelo companheiro.
Depois de transferir o chip para outro aparelho, identificou que a foto vinculada ao WhatsApp era do próprio militar. Em seguida, conseguiu acessar o conteúdo armazenado e encontrou conversas com diversas mulheres.
O caso resultou na condenação do soldado por crime militar. O enquadramento ocorreu com base no artigo 235 do Código Penal Militar, que considera crime a prática de ato libidinoso em local sujeito à administração militar ou durante o exercício da função.