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Casos envolvendo crianças costumam provocar forte revolta e mobilizar toda a sociedade, especialmente quando surgem indícios de violência e a investigação aponta circunstâncias que chocam familiares e moradores.
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Além da busca por respostas, episódios como esse deixam marcas profundas em quem convive com a vítima e despertam uma onda de solidariedade diante da dor enfrentada pela família.
Em Maceió, a mãe do menino Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de apenas seis anos, emocionou internautas ao publicar uma homenagem ao filho nas redes sociais após a confirmação de sua morte.
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Na mensagem, Érika Santos Gomes da Silva afirmou que o menino “sempre será o grande amor” de sua vida e desabafou sobre a dificuldade de acreditar no que aconteceu, pedindo forças para enfrentar o momento.
O corpo da criança foi encontrado em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, um dia após o desaparecimento. As investigações apontam como principal suspeito o tio-avô materno da vítima, Emanuel Vicente, de 46 anos, que foi preso na terça, dia 7 de julho.
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Ele nega envolvimento no caso. De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, exames e levantamentos iniciais indicam que Peterson foi vítima de abuso sexual antes de morrer. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a criança entrou no terreno acompanhada do suspeito.
Pouco tempo depois, segundo testemunhas, apenas o homem teria sido visto deixando o local. A delegada Tacyane Ribeiro, informou que uma das principais linhas de investigação trabalha com a possibilidade de que o menino tenha morrido por asfixia.
Segundo a apuração da polícia, Peterson havia passado o fim de semana com o pai. Ao levá-lo para a casa da mãe, o homem percebeu que ela não estava no imóvel e decidiu deixar o filho na residência do tio-avô materno.
Horas depois, ao procurar pela criança, a mãe descobriu que ela havia desaparecido, dando início às buscas da família. O corpo foi localizado por um parente no terreno indicado por testemunhas. Já o suspeito foi encontrado nas proximidades da Estação Utinga, onde acabou detido por vigilantes antes da chegada da Polícia Militar.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer todos os detalhes da ocorrência e definir as circunstâncias exatas da morte da criança.