Caso Berenice: patroa de cozinheira que desapareceu após carona é presa, detalhes do caso são expostos

Este caso intriga a polícia que segue investigando o desaparecimento.

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Casos de desaparecimento costumam mobilizar familiares e autoridades, principalmente quando a pessoa interrompe repentinamente todo contato com quem convivia. À medida que as investigações avançam, novas informações podem mudar completamente o rumo das apurações e transformar um registro de desaparecimento em uma investigação mais complexa.

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Foi o que ocorreu com o caso da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, desaparecida desde o fim de junho em Ubatuba, no litoral de São Paulo. Após reunir indícios durante a investigação, a Polícia Civil concluiu que a mulher foi vítima de homicídio, embora seu corpo ainda não tenha sido encontrado.

A principal suspeita é a empresária proprietária da pousada onde Berenice trabalhava no bairro Ubatumirim. A mulher foi a última pessoa vista com a cozinheira, depois de oferecer uma carona no dia em que ela deixou o emprego, e teve a prisão temporária decretada pela Justiça durante o andamento das investigações.

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Equipes da Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião continuam realizando diligências para localizar o corpo e esclarecer todos os detalhes do caso. O desaparecimento aconteceu em 30 de junho, logo após a cozinheira ser dispensada por causa da redução no movimento turístico provocada pela baixa temporada no litoral paulista.

Segundo familiares, ao procurarem informações na pousada, eles souberam que havia ocorrido um desentendimento entre Berenice e a proprietária antes de ela deixar o local.

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A empresária afirmou que realizou o pagamento de aproximadamente R$ 2,6 mil referentes à rescisão do contrato de trabalho e que depois levou a ex-funcionária até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz.

Ainda conforme a versão apresentada pela suspeita, a cozinheira teria conseguido uma nova oportunidade de trabalho na região da Praia das Toninhas. Os parentes, porém, contestam essa informação e sustentam que Berenice pretendia retornar no mesmo dia para Igaratá, no Vale do Paraíba, onde reencontraria a família após receber seus direitos trabalhistas.

Os familiares também destacaram que ela mantinha contato frequente com os três filhos e jamais ficaria tanto tempo sem dar notícias. Na manhã do desaparecimento, Berenice ainda trocou mensagens com uma das filhas, deixando de responder apenas durante a tarde, enquanto o último registro do celular indicou sua presença em Ubatuba na manhã de 1º de julho.

Ao registrar o boletim de ocorrência, a família informou que a cozinheira não apresentava qualquer condição que justificasse um desaparecimento voluntário. As investigações prosseguem para esclarecer a sequência dos acontecimentos e reunir todos os elementos necessários sobre o caso.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.