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O corpo do pequeno Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos, permanece no Instituto Médico Legal (IML) nove dias após a confirmação de sua morte.
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A criança faleceu em decorrência de agressões físicas brutais cometidas pelo próprio pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, que confessou em depoimento à polícia ter espancado o filho.
A delegada responsável pela investigação, Luana Tamiozzo Medeiros, classificou o conjunto de lesões constatado no menino como fruto de violência extrema, o que causou revolta em todos. De acordo com o inquérito policial, as agressões ocorreram no dia 5 de junho de 2026.
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Oliver foi atingido por socos na região do peito e do abdômen e teve a cabeça arremessada contra o chão. Em sua declaração às autoridades, o pai alegou que a motivação para a violência teria sido o fato de o menino ter se recusado a lhe dar “bom dia”, um motivo fútil.
Após o espancamento, a criança foi hospitalizada em estado gravíssimo em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada no dia 8 do mesmo mês.
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A demora na realização do sepultamento deve-se a uma complicação burocrática e jurídica. Na última sexta-feira, 17 de julho, o juiz Guilherme Pires Mitidiero, estipulou um prazo de 48 horas para que o IML se manifestasse sobre o caso.
O magistrado ressaltou que é indispensável a nomeação de um representante legal para autorizar o enterro, dado que os pais são cidadãos estrangeiros, encontram-se presos preventivamente e não possuem parentes no estado do Rio Grande do Sul.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) ratificou que todos os exames periciais e laudos técnicos necessários já foram finalizados, estando o corpo formalmente liberado para remoção, embora ainda não haja data marcada para o sepultamento.
A mãe da vítima, Mayanna Rodgers, responde por omissão diante da morte de Oliver e também cumpre prisão preventiva. Ela foi transferida para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba por razões de segurança.
A direção do estabelecimento prisional posicionou-se contrária a uma possível concessão de saída para que a mãe acompanhe o velório e o sepultamento do filho, justificando risco iminente à integridade física da própria detenta, dos agentes de escolta e à ordem pública.
A defesa de Mayanna, por outro lado, pleiteia a autorização para a despedida alegando que a mulher sofria cárcere privado e violência doméstica praticados pelo marido.
As apurações policiais revelaram ainda que o missionário Dandre Jermaine Grayson já era investigado anteriormente por suspeita de maus-tratos contra os filhos nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
Os outros quatro filhos do casal foram recolhidos e encaminhados para uma instituição de acolhimento de menores. O pai responderá pelo crime de homicídio duplamente qualificado, e sua defesa declarou que não emitirá posicionamentos públicos devido ao sigilo que vigora sobre o processo.