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As mensagens de texto enviadas pela Creche Luz do Brás ao pai de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, revelam que a família foi notificada apenas de que o bebê havia “passado mal”, omitindo qualquer menção ao acidente estrutural que causou o óbito da criança.
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O caso ocorreu nesta quarta-feira na região central do município de São Paulo, onde o menino morreu após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede da unidade educacional. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a ocorrência sob a tipificação de homicídio culposo, no qual não há a intenção explícita de tirar a vida da vítima.
De acordo com os registros de comunicação obtidos, a instituição de ensino enviou uma mensagem às 9h18 informando que o aluno não estava bem e que seria conduzido a um serviço de saúde.
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Na sequência, realizou-se uma chamada telefônica de curta duração, seguida de nova mensagem especificando o destino do atendimento médico, a UBS Mooca. Interações posteriores da creche limitaram-se a questionar se os familiares já estavam a caminho do local indicado.
O advogado responsável pela defesa da família, Erson de Oliveira, sustentou que o teor das notificações induziu os pais a acreditarem que o filho passava apenas por uma indisposição comum. A conduta e o método de comunicação adotados pela gestão da creche serão incorporados aos elementos de análise da investigação policial em andamento.
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Conforme as informações registradas no boletim de ocorrência, a criança participava de uma atividade recreativa no momento em que posicionou a cabeça no vão entre a grade e a parede, permanecendo presa na estrutura por aproximadamente sete minutos até ser retirada por trabalhadores do local.
O bebê foi transportado para atendimento médico, contudo não resistiu ao quadro respiratório. A defesa dos familiares alegou ainda que, no instante do acidente, os colaboradores da unidade participavam de uma comemoração de aniversário da diretora.
Diante disso, aconteceu uma circunstância que teria deixado os alunos sem o devido acompanhamento técnico. A Secretaria Municipal de Educação (SME) não confirmou a ocorrência da festividade citada pelo advogado.