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Um atleta de 50 anos teve a morte confirmada após sofrer um mal súbito no fim da SP City Marathon, competição realizada na manhã deste do último domingo (26/7), no Jockey Club, na Zona Oeste de São Paulo.
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Júlio de Campos Barreto Neto participava da prova quando, após concluir o percurso, apresentou perda de consciência, falta de resposta aos estímulos e dores no braço. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Júlio passou mal enquanto se encaminhava para uma das ambulâncias.
O atleta recebeu os primeiros atendimentos de pessoas que estavam no local, incluindo médicos que acompanhavam a corrida. A organização informou que a equipe responsável pela assistência médica realizou manobras de reanimação e que Júlio foi levado para um hospital na Zona Sul da capital, mas não resistiu.
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Júlio era integrante de um grupo de corrida da Vila Leopoldina, também na Zona Oeste, e praticava outros esportes, como ciclismo. Ele chegou a disputar competições fora do país, incluindo a Tour La Provence, na França, em 2021.
Em nota, a SP City Marathon lamentou a morte do corredor e prestou solidariedade aos familiares e amigos. A organização informou que, em respeito aos parentes do corredor e à sua própria memória, não divulgaria mais detalhes sobre o caso.
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A SSP-SP registrou a ocorrência como morte natural no 7º Distrito Policial da Lapa. O corpo do atleta está sendo velado no Cemitério da Lapa, e a cremação está prevista para ocorrer após a cerimônia.
Médico questiona atendimento
Após a divulgação da nota oficial do evento, o médico Miguel Santacreu, que estava no local e participou dos primeiros socorros, afirmou nas redes sociais que houve demora no atendimento especializado.
Segundo ele, um grupo de médicos iniciou as manobras de reanimação antes da chegada da primeira ambulância. O profissional relatou que o veículo chegou sem médico e sem desfibrilador externo automático (DEA).
Ainda de acordo com Santacreu, a ambulância com equipe médica e o equipamento necessário teria chegado cerca de 17 minutos após a parada cardíaca do corredor. O médico afirmou que os profissionais presentes fizeram o possível para tentar salvar Júlio.