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A Polícia Civil e a Polícia Militar de Minas Gerais apuram a morte da capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, encontrada sem vida no apartamento onde morava, no bairro Palmares, na região Nordeste de Belo Horizonte.
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O principal investigado é o marido da vítima, o sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos. Ele foi preso em flagrante suspeito de feminicídio e tráfico de drogas.
Segundo as investigações, Michele chegou a ser levada para uma unidade de saúde, mas já deu entrada sem vida. A policial apresentava diversas lesões pelo corpo. Eduardo afirmou que a esposa teria caído de uma escada, mas a versão foi questionada por médicos, testemunhas e pelos primeiros levantamentos da perícia.
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Durante uma reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, neste fim de semana (26), relatos de pessoas próximas ao casal revelaram detalhes sobre a convivência dos dois antes da morte da capitã.
A perícia recolheu objetos no apartamento onde Michele e Eduardo viviam, entre eles um lençol encontrado na máquina de lavar e um pedaço de madeira quebrado localizado no lixo. Os materiais devem auxiliar na reconstrução do que aconteceu no imóvel.
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Moradores do condomínio contaram que discussões eram recorrentes no local. Uma vizinha afirmou que encontrou marcas de sangue no corredor pouco depois de o carro de Eduardo deixar o prédio.
“Quando ele saiu, dez minutinhos depois eu estava chegando. Quando cheguei, vi as gotas de sangue frescas no chão. Algo pesado aconteceu”, relatou a moradora do prédio.
A polícia também investiga uma reunião realizada no apartamento antes do crime e tenta identificar pessoas que estiveram no imóvel. Uma mulher aparece nas imagens das câmeras de segurança durante a madrugada do dia do assassinato.
Familiares e colegas de farda de Michele afirmam que a policial, que havia concluído o curso para promoção a major, teria enfrentado episódios de violência psicológica e agressões dentro do relacionamento.
“Algumas amigas em comum relataram que já saiu algumas vezes com ela e ela mostrava fotos dela machucada por agressão”, disse uma testemunha. Pessoas próximas também relataram que Eduardo apresentava comportamento controlador e que a relação teria sido marcada por conflitos.