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O jornalista e apresentador Alex Escobar, da TV Globo, foi submetido a uma cirurgia nesta quinta (6) para retirar um tumor com características benignas localizado na glândula do timo. O procedimento ocorreu na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, como parte do tratamento da miastenia gravis.
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O diagnóstico da doença ganhou repercussão depois que o profissional passou mal durante a cobertura da Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos e precisou interromper a viagem para retornar ao Brasil. A retirada do timo integra as medidas adotadas para controlar a evolução do quadro.
Segundo informações da Rede D’Or, a miastenia gravis é uma doença crônica de origem autoimune que compromete a comunicação entre os nervos e os músculos. Como consequência, o paciente apresenta fraqueza muscular que costuma piorar após esforços físicos e melhorar com períodos de descanso.
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A enfermidade pode atingir homens e mulheres em diferentes faixas etárias, embora seja mais frequente na vida adulta. Os efeitos podem comprometer músculos dos olhos, do rosto, dos membros e também aqueles responsáveis pela respiração. Apesar de não existir cura definitiva, tratamentos ajudam a controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.
Entre os principais sinais da doença estão queda das pálpebras, visão dupla, perda de força nos braços, pernas e pescoço, além de dificuldades para mastigar, engolir, falar e respirar nos casos mais graves. Rouquidão, redução da expressão facial e fadiga intensa também podem ocorrer.
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Os primeiros indícios costumam surgir quando atividades simples passam a provocar cansaço incomum. A doença ocorre porque o sistema imunológico produz anticorpos, como anti-AChR, anti-MuSK e anti-LRP4, que atacam receptores musculares. Alterações na glândula do timo, histórico de doenças autoimunes, predisposição genética estão entre os elementos associados ao desenvolvimento da condição.
O diagnóstico considera o histórico clínico e exames como eletroneuromiografia, testes sanguíneos para anticorpos e tomografia de tórax. O tratamento varia conforme cada paciente e pode incluir piridostigmina, corticoides, imunossupressores, terapias biológicas, timectomia, plasmaférese, imunoglobulina, além de fisioterapia e fonoaudiologia.