Avó fala em negligência após bebê morrer durante atendimento em UPA: ‘falou que era normal’

Avó da menina acredita que houve negligência.

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Uma bebê de sete meses morreu na madrugada desta terça-feira (11/8), horas após receber atendimento e medicamentos na UPA Tito Lopes, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. A família afirma que houve negligência durante o atendimento. A Secretaria Municipal de Saúde informou que apura o caso.

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Isadora dos Santos Braga começou a apresentar febre, coriza e tosse na segunda-feira (10). Como não melhorou, a mãe levou a criança à unidade por volta das 14h30 do dia seguinte. Segundo a família, exames realizados no local não apontaram alterações.

Por volta das 19h, a mãe telefonou para a avó, Eliane Antônia de Oliveira Souza, dizendo que a menina estava ficando roxa, apresentava manchas avermelhadas na pele e tinha dificuldade para respirar.

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Ao chegar à unidade, a avó afirmou ter visto a neta em estado grave. Segundo ela, a criança recebeu medicamentos, inalação e jatos de bombinha, mas apresentou piora na respiração depois da medicação.

Eliane também relatou que uma enfermeira teria tentado chamar a atenção da médica para a situação, mas ouviu que outros pacientes estavam sendo atendidos. A avó afirmou ainda que os batimentos cardíacos da bebê chegaram a 200 e 203 por minuto.

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“A doutora da UPA fez pouco caso. Ela falou que era normal a minha neta ficar roxa daquela forma. A menina estava com o céu da boca quase preto, roxo, só chorava e ela falava que era normal, que não precisava ficar toda hora atrás dela”, contou.

A criança permaneceu na UPA até a madrugada e depois foi transferida para o Hospital Municipal Tide Setubal. No local, médicos realizaram intubação e massagem cardíaca, mas Isadora não resistiu.

Investigação

A família registrou um boletim de ocorrência no 63º Distrito Policial (Vila Jacuí). O documento registrou inicialmente o caso como morte natural. A Secretaria de Segurança Pública informou que o 64º DP (Cidade A.E. Carvalho) aguarda o resultado do laudo pericial para definir as providências.

A UPA é administrada pela OSS Santa Marcelina, por meio de contrato com a Prefeitura de São Paulo. O velório estava previsto para começar às 11h30 desta quarta-feira (12/8), e o sepultamento para as 15h, no Cemitério Saudade, na zona leste.

Escrito por

Roberta R

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