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Um mês depois da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, Douglas Souza, pai de Endrick, ainda se emociona ao lembrar da cena do filho ajoelhado no gramado após a derrota. Em entrevista ao podcast Futebora, ele abriu o coração.
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O momento, marcado pela frustração do atacante, foi especialmente doloroso para o ex-jogador, que hoje trabalha como empresário de futebol e palestrante. “É muito fácil você comemorar título e gols, difícil é você ver sua criança chorando, se sentindo culpado da frustração de um país”, contou.
Após a partida, pai e filho conversaram por telefone. Douglas disse que tentou tranquilizar Endrick e ficou mais aliviado ao ouvir que o jogador pretendia seguir trabalhando e não deixar a derrota afetá-lo.
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Segundo o pai, o atacante afirmou que 2030 já estava no horizonte e que aproveitaria o período seguinte para descansar e passar tempo ao lado da esposa e da família. A chegada de um neto também ajudou a tornar esse momento especial.
Conselho sobre humildade
Douglas contou ainda que sempre procurou ensinar ao filho a importância de preservar a simplicidade, independentemente da fama e do sucesso alcançados no futebol.
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Ele relembrou uma conversa em que citou um ensinamento bíblico relacionado à humildade e disse que orientava Endrick a tratar com respeito todos os profissionais que trabalham ao redor dos jogadores.
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Para o pai, ver o filho cumprimentando funcionários e demonstrando respeito durante a rotina no clube é uma confirmação de que esses valores foram assimilados. “Mesmo com todo esse glamour e toda a fama, ele continua um menino simples, educado e humilde”, afirmou.
Douglas também aproveitou para deixar um recado aos pais de crianças que sonham seguir carreira no futebol. Segundo ele, os adultos não devem transferir aos filhos responsabilidades financeiras ou expectativas que não correspondem à idade.