Adolescente comove com relato sobre o irmão de 11 anos que morreu em deslizamento em Juiz de Fora: “Tudo pra mim”

Em Juiz de Fora número de mortos chegam a 68.

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Chuvas intensas têm provocado impactos severos em diferentes regiões do país, especialmente em áreas de relevo acidentado. Em Minas Gerais, municípios da Zona da Mata enfrentaram horas de tensão após temporais que elevaram o risco de deslizamentos e deixaram comunidades inteiras em estado de alerta.

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De acordo com dados da Defesa Civil, períodos prolongados de precipitação aumentam significativamente a instabilidade do solo, sobretudo em locais com ocupação próxima a encostas.

Na noite de segunda-feira (23/2), por volta das 21h30, um forte estrondo interrompeu a rotina de moradores da Rua Natalino José de Paula, no bairro Parque Burnier, em Juiz de Fora.

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A força da água que caía desde o fim da tarde contribuiu para o deslizamento de terra que atingiu cerca de 12 imóveis. Entre eles estava a casa onde viviam uma mãe e seus dois filhos. O imóvel desabou rapidamente, surpreendendo a família.

O menino Bernardo Lopes Dutra, de 11 anos, conhecido na vizinhança como Tomatinho, não resistiu. A irmã, Ana Clara Lopes Dutra, de 16, e a mãe ficaram presas sob os escombros por alguns minutos até serem retiradas por vizinhos que correram para ajudar.

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Ambas foram levadas ao Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora, onde permanecem internadas. A adolescente sofreu fratura na clavícula e deve passar por cirurgia, enquanto a mãe apresentou múltiplos hematomas.

Horas antes do ocorrido, o pai havia saído para tratar de uma proposta de trabalho e não estava em casa. Segundo relato da jovem ao portal Metrópoles, instantes antes do desabamento o irmão conversava com a mãe na sala, e, logo depois, a estrutura começou a ceder sem tempo para reação.

Meu irmão era tudo pra mim, nós tínhamos 5 anos de diferença, sempre foi muito bagunceiro. As paixões dele com certeza eram jogar bola e soltar pipa, ficar na rua com os amigos. Tem várias coisas pra falar e não vai caber aqui, mas de uma coisa eu sei: ele é meu eterno jogador, amor da minha vida, meu tudo”, desabafou a adolescente.

O corpo do garoto foi localizado posteriormente e sepultado na terça-feira (25), sob forte comoção de familiares e amigos, que lembraram do talento dele para o futebol e da alegria que levava à comunidade.

Além do menino, o avô materno também foi encontrado sem vida. Outros parentes seguem desaparecidos, e equipes de resgate continuam as buscas na área atingida. A família iniciou uma campanha solidária para tentar recomeçar.

Especialistas reforçam a importância do monitoramento constante de áreas de risco e de políticas habitacionais que reduzam a exposição de moradores a encostas vulneráveis, sobretudo em períodos de chuvas intensas.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.