Agente da PRF que matou ex-namorada GCM foi denunciado ano passado por tentativa de estupro

Crime foi cometido em horário de trabalho contra colega de farda.

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Na última segunda-feira (23/03), o nome de Diego Oliveira de Souza ganhou repercussão nacional. O policial rodoviário federal (PRF) tirou a própria vida depois de invadir a casa da ex-namorada e mata-la durante o sono.

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A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, dormia em casa quando o criminoso invadiu o local e disparou cinco vezes contra a cabeça da vítima. Segundo as investigações, Diego não aceitava o fim do relacionamento.

O feminicídio colocou o criminoso nas manchetes criminais do país. No entanto, Diego já tinha um histórico de desrespeito a mulheres e atos criminosos. É isso que aponta uma denúncia feita no ano passado.

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Policial era investigado por tentativa de estupro contra colega

Em 2025, uma agente feminina da Polícia Rodoviária Federal denunciou o criminoso por tentativa de estupro. O crime aconteceu no município de Campo dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro.

Segundo a denúncia, os dois estavam em serviço quando fizeram um deslocamento entre Unidades Operacionais (UOP). A denunciante conta que, ao chegar no local, Diego entrou na UOP afirmando que precisava usar o banheiro.

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Na denúncia, ela conta que tentou entrar em contato com o colega algumas vezes por telefone, sem sucesso. Finalmente, Diego atende o contato e pede que a colega entre na UOP para busca-lo, para que fossem embora.

Neste momento, segundo a denúncia, Diego já estava sem colete e passou a avançar contra a colega. A policial narra na denúncia que tentou afastar o criminoso e disse que não várias vezes.

Ele disse: ‘você tem uma coisa que eu gosto muito em você, você é muito cheirosa’. Ele vem e tenta me agarrar, a tentar tirar o meu colete. E ele veio tentando me beijar. Eu botava a mão na frente da boca dele e falava ‘Diego, eu não quero’”, relatou.

Mesmo sendo alertado que pessoas ao redor poderiam ver o que estava acontecendo, o criminoso não teria se constrangido. Ainda segundo a denúncia, Diego continuou tentando forçar a vítima e arrasta-la para um banheiro dentro da unidade.

A vítima conta que o agressor conseguiu remover seu cinto e tentava abrir sua calça. Relata que chegou a ameaçar fura-lo com a chave da viatura e que a agressão apenas parou quando ela afirmou abertamente que aquilo era um estupro.

Eu falei assim: ‘Diego, para com isso, isso é estupro. Você vai me estuprar aqui?’ Foi nesse momento que ele parou”, relatou. Segundo a vítima, apenas nesse momento a agressão foi interrompida. Ela conta que entrou em contato com seu comandante logo na sequência.

Ainda na denúncia, a agente conta que Diego continuou a assediando após o ocorrido, questionando porque ela não quis ter uma relação com ele. Em nota, a PRF afirmou que o caso esta sendo investigado e que a corporação tomou medidas para afastar os dois agentes envolvidos.

Escrito por

Roberta R

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