Aliados de Bolsonaro expõem o que teria acontecido nesta madrugada quando a tornozeleira foi violada: “medicamentos”

O ex-presidente foi preso a pedido da Polícia Federal.

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro deve adotar uma nova estratégia para justificar a violação da tornozeleira eletrônica registrada na madrugada deste sábado, quando ele foi preso preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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O argumento central será o de que o rompimento do dispositivo não teve como finalidade uma fuga planejada, mas sim que ocorreu durante um suposto episódio de instabilidade emocional.

Segundo pessoas próximas à defesa, a narrativa a ser apresentada é de que Bolsonaro teria sofrido um surto, influenciado por fatores como privação de sono, estresse intenso ou efeitos colaterais de medicamentos.

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Os advogados também devem alegar que o ex-presidente desenvolveu desconfiança em relação ao equipamento de monitoramento, acreditando que o dispositivo continha mecanismos de escuta, o que teria contribuído para seu comportamento na madrugada.

A Polícia Federal já confirmou que houve tentativa de danificar a tornozeleira utilizando materiais que indicam interferência deliberada, o que será analisado por perícia técnica.

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O episódio foi apontado por Moraes como indicativo claro de intenção de fuga, especialmente diante da proximidade da residência de Bolsonaro com a área das embaixadas em Brasília, e da convocação de uma vigília organizada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que poderia tumultuar o ambiente e dificultar a atuação da polícia.

A defesa, no entanto, pretende dissociar completamente a violação da tornozeleira da mobilização pública prevista para a manhã deste sábado (22), que seria um ato de apoio ao ex-presidente.

Como estratégia, vai sustentar que a ação aconteceu várias horas antes do início da vigília e, portanto, não teria relação direta com a tentativa de fuga citada na decisão judicial.

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Além da alegação de abalo psicológico, a defesa deve questionar a legalidade da prisão preventiva com base na ausência de flagrante ou risco iminente, pedindo a revogação da medida e o retorno ao regime domiciliar.

Os próximos dias serão decisivos para a sustentação dessas teses, que ainda dependerão do resultado da perícia no dispositivo e da avaliação do STF sobre a consistência dos argumentos apresentados.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.