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A morte do cão comunitário Orelha, ocorrido na cidade de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, segue gerando ampla comoção e engajamento social. O caso, que já mobilizava moradores e entidades de proteção animal, agora também ganhou destaque entre artistas e personalidades públicas.
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A cantora Ana Castela foi uma das figuras que se manifestaram publicamente nas redes sociais. Em uma publicação recente, ela compartilhou um vídeo com seus próprios cães, acompanhado de uma reflexão emocionada sobre o episódio.
Questionando como alguém seria capaz de causar sofrimento a um animal indefeso, a artista expressou indignação diante da violência sofrida por Orelha. O cachorro, de aproximadamente 10 anos, era conhecido pelos moradores da Praia Brava, bairro localizado na capital catarinense.
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Ele vivia nas ruas da região e era alimentado e cuidado pela comunidade local, o que o tornava um símbolo de afeto e convivência. No entanto, foi brutalmente agredido por um grupo de adolescentes e acabou sendo encontrado em estado crítico.
Os ferimentos foram tão graves que os veterinários optaram pela eutanásia para evitar maior sofrimento ao animal. Após o crime, relatos de agressões a outros animais de rua surgiram nas redes sociais, levantando suspeitas sobre a atuação recorrente de jovens ligados a famílias com alto poder aquisitivo.
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Um comentário repercutido nas plataformas digitais sugeria que os responsáveis pertenciam a um grupo que se considera elite, e que já haviam demonstrado comportamentos suspeitos anteriormente.
Ana Castela, além de publicar o vídeo com seus cães, compartilhou uma postagem exigindo justiça pela morte de Orelha e acrescentou que os responsáveis deverão prestar contas, destacando que a justiça divina também não falha. Na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
A mobilização de artistas, ativistas e moradores reforça o apelo por justiça e por políticas mais eficazes de proteção aos animais em situação de rua, além de reabrir o debate sobre a responsabilidade de jovens e famílias em episódios de crueldade animal.