ANÚNCIOS
O caso do cabelereiro esfaqueado, em São Paulo, por uma cliente descontente com o resultado de um corte, continua sendo investigado pela polícia. A defesa do profissional questiona o registro da ocorrência como mera lesão corporal leve.
ANÚNCIOS
Eduardo Ferrari estava de costas quando Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, sacou uma faca da bolsa que carregava e golpeou o profissional duas vezes. Felizmente, um golpe apenas atingiu Ferrari e foi de raspão.
A Polícia registrou o caso como lesão corporal leve, mas a defesa do cabelereiro contesta o entendimento dos fatos. Ao Ministério Público, a advogada Quecia Montino solicitou a alteração na tipificação da denúncia.
ANÚNCIOS
No procedimento aberto junto ao Ministério Público, a advogada anexou prints de conversas no whatsapp em que a agressora fez ameaças prévias ao profissional, inclusive com ofensas e ataques homofóbicos.
ANÚNCIOS
Em uma das mensagens anexadas ao processo, por exemplo, a agressora falava sobre o desejo de ir ao salão onde a vítima trabalhava e “colocar fogo” no cabelereiro. Para a defesa, o ataque foi premeditado e anunciado.
Ainda nas mensagens, a agressora fez ataques homofobicos contra o cabelereiro. Diante das mensagens, a equipe do salão se recusou a prosseguir com o atendimento, mas afirmou que avaliaria a reclamação sobre a insatisfação com o corte.
Além de solicitar que a agressora responda também por homofobia, a advogada questiona também o enquadramento do caso apenas como lesão corporal leve e aponta elementos suficientes para configurar um crime de tentativa de homicídio.
A defesa do cabelereiro também quer entrar no caso como assistente de acusação. O processo já foi iniciado e a defesa espera conseguir a habilitação para atuar ao lado do Ministério Público. A defesa questiona que, embora a facada não tenha perfurado a vítima de forma contundente, esta era a intenção da agressora.