Após piora no quadro de Bolsonaro, médicos alertam que ex-presidente corre risco de vida

Os médicos estão dizendo que Bolsonaro corre risco de vida.

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A equipe médica responsável pelo atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro trouxe detalhes alarmantes durante a coletiva realizada na noite desta sexta-feira, 13 de março de 2026.

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O diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral foi classificado pelos especialistas como o quadro mais grave enfrentado pelo paciente até hoje, superando as duas pneumonias registradas no ano passado.

De acordo com o médico Cláudio Birolini, a situação é tecnicamente descrita como um evento potencialmente mortal, uma vez que a infecção aspirativa pode evoluir rapidamente para uma insuficiência respiratória severa se não houver uma intervenção imediata.

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No momento, embora Bolsonaro apresente uma estabilidade clínica relativa sob os cuidados da UTI do Hospital DF Star, o risco de uma intercorrência fatal permanece no radar da equipe de saúde.

O fator determinante para o desenvolvimento desta infecção foi um episódio de refluxo gastroesofágico. Segundo os relatos médicos, o conteúdo gástrico foi aspirado para os pulmões, um risco que já havia sido sinalizado em relatórios anteriores.

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Aos 70 anos, prestes a completar 71 no próximo dia 21, o prognóstico é cercado de incertezas e a recuperação tende a ser consideravelmente mais lenta.

O tratamento atual baseia-se em um protocolo rigoroso de antibioticoterapia venosa, que deve se estender por um período de sete a quatorze dias, dependendo da resposta do organismo e da contenção das comorbidades associadas.

“Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, morra. Estamos lidando com uma situação extremamente crítica”, alertou Cláudio Birolini sobre a fragilidade do quadro.

Enquanto a batalha pela saúde ocorre na UTI, o cenário jurídico nos bastidores de Brasília permanece tenso. A internação aconteceu apenas dez dias após o STF manter a prisão de Bolsonaro, rejeitando os apelos da defesa para transferência para o regime domiciliar.

O ministro Alexandre de Moraes, ao negar o pedido de prisão domiciliar humanitária, recordou que o ex-presidente retornou ao regime fechado após tentativas anteriores de romper a tornozeleira eletrônica.

No ambiente hospitalar, Moraes impôs medidas rígidas: a Polícia Militar mantém vigilância 24 horas na porta do quarto e o uso de qualquer aparelho eletrônico, como celulares, está terminantemente proibido para o paciente.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.