Após travar batalha judicial por eutanásia, psicóloga tem morte confirmada na Colômbia; entenda

Psicóloga defendia suicídio assistido como morte digna.

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A colombiana Catalina Giraldo, psicóloga de 30 anos, morreu após passar por um procedimento de eutanásia em uma clínica de Bogotá, depois de enfrentar uma disputa judicial relacionada ao direito de escolher a forma de encerrar a própria vida.

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Ela estava acompanhada por familiares no momento da despedida. Durante cerca de dez meses, Catalina buscou autorização para recorrer ao suicídio medicamente assistido, modalidade em que o próprio paciente administra a medicação com acompanhamento médico.

Apesar de a Corte Constitucional da Colômbia ter retirado a punição para essa prática em 2022, ela ainda não possui regulamentação no país. Sem obter a resposta esperada, a psicóloga decidiu optar pela eutanásia.

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Pouco antes do procedimento, Catalina afirmou que havia encontrado serenidade diante da decisão e explicou que o caminho até esse momento foi marcado por dúvidas e conflitos pessoais. Segundo ela, não encarava a escolha como uma desistência, mas como o encerramento de um sofrimento prolongado.

De acordo com a BBC, a psicóloga convivia havia aproximadamente dez anos com graves transtornos de saúde mental. Catalina havia sido diagnosticada com depressão maior persistente, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade.

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Desde 2019, passou por nove internações em razão de crises severas e tentativas de suicídio. O Laboratório de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais criticou a ausência de regulamentação para o suicídio assistido.

Em comunicado, a entidade afirmou que Catalina desejava conduzir pessoalmente o processo, sob supervisão médica, mas não teve essa possibilidade garantida pelas autoridades. Na ação apresentada à Justiça, a psicóloga defendia que o suicídio medicamente assistido fosse incorporado às opções previstas no direito à morte digna.

Catalina também argumentava que o debate deveria incluir pessoas com sofrimento psíquico intenso e considerar alternativas acompanhadas e seguras, em vez de ignorar a realidade dos casos de suicídio.

Escrito por

Roberta R

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