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O uso de linhas com cerol continua sendo alvo de alertas em diferentes cidades brasileiras por representar risco à população, especialmente para motociclistas, ciclistas e crianças.
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Mesmo com campanhas educativas e proibições previstas em lei, materiais cortantes ainda são utilizados em pipas e acabam provocando ocorrências graves em áreas urbanas.
Na tarde desta quarta-feira, um bebê de apenas um ano e nove meses morreu após ser atingido por uma linha com cerol em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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O caso aconteceu no bairro Arvoredo II e gerou forte comoção entre moradores da região. A criança foi identificada como Ravi Oliveira Dias. Segundo informações da Polícia Militar, o menino chegou a ser socorrido e levado para a UPA Santa Terezinha, em Belo Horizonte, mas não resistiu após dar entrada na unidade de saúde.
De acordo com relatos da família, Ravi brincava em um velotrol na rua quando acabou sendo atingido pela linha cortante. A irmã do bebê, Nahuana de Oliveira Santos, de 21 anos, presenciou a situação e contou que a linha estava presa em uma motocicleta que passava pelo local no momento do acidente.
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O motociclista também relatou a mesma versão aos policiais militares que atenderam a ocorrência. Após os levantamentos iniciais, um homem foi preso pela Polícia Militar depois de confessar que soltava pipa na região utilizando a linha com cerol.
A Polícia Civil informou que o corpo da criança será encaminhado ao Instituto Médico Legal de Belo Horizonte para a realização do exame de necropsia. O caso segue sendo investigado para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.
Casos envolvendo linhas cortantes costumam aumentar em períodos de férias e em épocas de ventos mais fortes, quando a prática de soltar pipa se torna mais frequente.
Autoridades e especialistas alertam que o uso de cerol e materiais semelhantes coloca em risco não apenas quem participa da brincadeira, mas também pessoas que circulam pelas ruas.
Em diversos estados brasileiros, a comercialização e utilização desse tipo de material são proibidas, podendo resultar em multas e responsabilização criminal. A morte do pequeno Ravi reacende o debate sobre fiscalização, conscientização e prevenção para evitar que situações semelhantes continuem acontecendo.