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Na última sexta-feira (19/09), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou a prisão de um casal suspeito de agredir o próprio filho, de apenas 3 meses de vida. O crime foi denunciado após o bebê ser hospitalizado.
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De acordo com as informações, a criança esta internada em estado considerado gravíssimo. O quadro inclui hemorragia interna, múltiplas fraturas pelo corpo e lesão neurológica.
Funcionários do hospital suspeitaram que a criança era agredida em agosto, quando o bebê deu entrada em um hospital no município de Imbé, litoral norte do RS.
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Após suspeita dos médicos, a assistência social foi acionada e redigiu um relatório, que foi encaminhado ao Conselho Tutelar. O órgão, por sua vez, registrou um boletim de ocorrência.
Em razão da gravidade das lesões observadas, a criança precisou ser transferida para a Santa Casa de Porto Alegre, onde existem mais recursos. Na capital, os médicos confirmaram que o bebê apresentava lesões com etapas distintas de cicatrização, o que sugere que a criança já era agredida antes.
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As fraturas antigas incluem hemorragia ocular, fratura nas costelas, braços e pernas do bebê. Para a polícia, o pai admitiu que já agrediu a criança, citando ter sacudido o bebê. O homem também alegou ter feito “massagens agressivas” e puxado o cobertor em que a criança estava enrolada.
A mãe alegou à polícia que nunca agrediu o bebê, mas admitiu que tinha conhecimento da “falta de paciência” do parceiro mas que, ainda assim, deixava a criança sob cuidados do pai.
No da 26 de agosto, a criança deu entrada no hospital de Tramandaí, apresentando quadro gravíssimo. Segundo os médicos, a criança deu entrada no hospital “quase desfalecido, pálido e gemendo”. Na ocasião, o bebê estava sob cuidados do pai.