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A morte da paraense Krisley Poliana Vieira da Silva, de 36 anos, traz à tona mais uma vez os riscos inerentes ao chamado “turismo estético” em países vizinhos. Residente de Itaituba, no sudoeste do Pará, a brasileira trabalhava como garimpeira e cozinheira.
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Para realizar um sonho, ela viajou até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para realizar uma série de procedimentos combinados em uma clínica particular. O plano incluía uma abdominoplastia, lipoaspiração e a colocação de próteses de silicone.
Estas intervenções iniciaram no começo de abril de 2026 que, infelizmente, evoluíram para um desfecho fatal na última semana. Logo após as cirurgias, Krisley passou a relatar fortes dores, o que resultou em sua internação e posterior transferência.
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O caso agora é centro de uma grave divergência entre a família da vítima e as instituições de saúde bolivianas. Enquanto as unidades médicas atribuem o óbito a uma infecção urinária, sem relação direta com a plástica, os familiares de Krisley denunciam o caso.
A irmã da vítima expressou sua indignação de forma enfática, afirmando que o diagnóstico apresentado pela clínica não condiz com a realidade do quadro clínico apresentado após as cirurgias.
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“As unidades de saúde afirmaram que o quadro dela não teria relação com os procedimentos estéticos, atribuíram o caso a uma infecção urinária. Mas não tem nada a ver, isso foi negligência médica mesmo”, declarou.
Nas redes sociais, Krisley declarava que fazer as cirurgias era a realização de um sonho. Com isso, ela frequentemente publicava novidades sobre os procedimentos, inclusive, quando passou por complicações e declarou que estava tentando sobreviver.
Diante da gravidade da situação, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio do Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, informou que está prestando assistência consular integral aos familiares desde o primeiro contato.
Uma equipe brasileira esteve na clínica na última quinta-feira, 16 de abril, e mantém diálogo constante com as autoridades locais para acompanhar o desenrolar das investigações.
Até este domingo, 19 de abril, o corpo de Krisley permanecia no Instituto Médico Legal (IML) de Santa Cruz, aguardando o laudo oficial que deve esclarecer a real causa da morte e permitir o translado para o Pará.