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O desaparecimento do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, que mobilizava autoridades e familiares há mais de um mês, teve um desfecho cercado de comoção no Rio de Janeiro.
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O corpo do magistrado foi encontrado na tarde desta terça-feira nas proximidades da Vista Chinesa, área localizada dentro do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte da capital fluminense.
O caso vinha sendo acompanhado de perto pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região e pela Polícia Civil desde abril, quando ele foi visto pela última vez. De acordo com informações da Polícia Civil, agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros e equipes do Corpo de Bombeiros localizaram o corpo durante buscas na região.
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A perícia inicial foi realizada pela Delegacia de Homicídios da Capital, que informou não haver sinais aparentes de agressão. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, onde será feita a identificação oficial e exames complementares para esclarecer as circunstâncias da morte.
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região divulgou nota lamentando profundamente o ocorrido e afirmou que os indícios apontam que o corpo encontrado pertence ao desembargador desaparecido desde o dia 14 de abril.
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O presidente da Corte manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho do magistrado. Nos bastidores do tribunal, o desaparecimento era tratado com grande preocupação, e reuniões periódicas entre o Gabinete de Segurança Institucional e investigadores da Polícia Civil acompanhavam o andamento das buscas.
Segundo as investigações, Alcides foi visto pela última vez após sacar dinheiro e embarcar em um táxi em direção à Vista Chinesa. A informação sobre o destino foi confirmada pelo motorista do veículo, identificado pouco depois do registro do desaparecimento.
Desde então, familiares tentavam manter a esperança de encontrá-lo com vida. Na semana passada, parentes e amigos participaram de uma missa na Tijuca em homenagem ao magistrado. Durante a cerimônia, o irmão de Alcides relatou o abalo emocional vivido pela família diante da ausência de respostas.
Ele também comentou que o desembargador enfrentava um período delicado após ter sido afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça no ano passado, em meio a uma investigação relacionada a denúncias feitas pela ex-mulher.
Familiares afirmavam que o afastamento e a distância da filha mais nova afetaram profundamente o estado emocional do magistrado nos últimos meses. Agora, a expectativa está concentrada na conclusão da perícia e nas investigações que devem esclarecer o que aconteceu durante o período em que ele esteve desaparecido.