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Após três dias de buscas intensas, as equipes de resgate localizaram o corpo do surfista Arthur Mulinari Oliveira, de 22 anos, que estava desaparecido no mar em Vila Velha, na Grande Vitória.
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O desfecho encerrou uma operação que mobilizou bombeiros, guarda-vidas, familiares e voluntários desde o início da semana. Arthur desapareceu na manhã de terça-feira (7), enquanto surfava na Praia de Itaparica ao lado de um amigo.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os dois estavam no mar quando uma forte onda atingiu o jovem, quebrando sua prancha. A partir desse momento, ele não foi mais visto, dando início às buscas na região. O corpo foi encontrado na tarde desta quinta-feira (9) por guarda-vidas, nas proximidades do Posto 15, próximo à Praça do Ciclista.
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De acordo com a major Gabriela Andrade, do Corpo de Bombeiros, o local onde Arthur foi localizado fica a uma certa distância do ponto onde ocorreu o desaparecimento, registrado nas imediações do posto de guarda-vidas nº 18, trecho conhecido por suas ondas fortes e bastante frequentado por praticantes de surfe.
As buscas começaram poucas horas após o desaparecimento e continuaram nos dias seguintes com uma grande estrutura de apoio. As equipes utilizaram moto aquática, embarcações, drones e uma equipe especializada de mergulho para percorrer diferentes áreas da orla em busca do jovem.
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Antes da localização do corpo, o Corpo de Bombeiros informou que os mergulhadores haviam concluído todas as etapas previstas pelos protocolos adotados para esse tipo de ocorrência.
Com isso, a operação passou a concentrar esforços em buscas de superfície e no monitoramento da região, trabalho realizado pela 1ª Companhia do 7º Batalhão com apoio do Salvamar da Prefeitura de Vila Velha e de colaboradores que disponibilizaram drones e um quadriciclo.
Durante toda a operação, familiares permaneceram na praia acompanhando o trabalho das equipes de resgate. Pessoas próximas contaram que Arthur morava em Vila Velha, trabalhava como motoboy e havia iniciado recentemente a prática do surfe, esporte pelo qual demonstrava grande entusiasmo.
O guarda-vidas Geovane Borges relatou que chegou ao local pouco depois do desaparecimento e encontrou o amigo de Arthur pedindo socorro. Segundo ele, não havia outros surfistas próximos no momento em que o jovem desapareceu.
O caso reforça os cuidados necessários em áreas de mar agitado e evidencia o trabalho realizado pelas equipes de resgate em ocorrências desse tipo. Segundo a Prefeitura de Vila Velha, o trecho onde ocorreu o desaparecimento é considerado de alto risco para banhistas e surfistas e permanece sinalizado com bandeira vermelha.
“Aqui é área de surfe e olhe lá ainda. Dependendo do surfista a gente dá um alerta, conversa, pergunta se tem experiência, para não acontecer esse tipo de coisa”, disse o guarda-vidas Geovane.
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Ainda de acordo com a prefeitura, existem 18 postos elevados de guarda-vidas ao longo das praias da Costa, Itapuã e Itaparica, instalados a cada 500 metros, um dos outro, além de outros sete postos nas praias e lagoas da Região 5.
Em cada posto são escalados dois guarda-vidas no horário das 8 às 18 horas. Os profissionais também contam com o apoio de equipes móveis com embarcação.