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A região do Baixo São Francisco, entre os estados de Sergipe e Alagoas, amanheceu sob uma forte nuvem de tristeza e perplexidade nesta quarta-feira, dia 18 de março de 2026.
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A confirmação da morte trágica de Willami Pereira, popularmente conhecido como Willami Vaqueiro, interrompeu o silêncio dos povoados de Neópolis e Pacatuba, deixando uma lacuna profunda na cultura local das vaquejadas e toadas.
O cantor, que havia desaparecido na última segunda-feira, dia 16, foi localizado sem vida no Povoado Ponta da Areia, em Pacatuba, apresentando marcas brutais de ferimentos causados por golpes de facão.
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O encontro do corpo transformou a angústia das buscas em um luto coletivo que culminou em um sepultamento carregado de emoção na noite desta terça-feira, no Povoado Alto do Santo Antônio, acompanhado por dezenas de admiradores e amigos.
Willami era uma figura emblemática na região, conseguindo unir com maestria a dureza do trabalho no campo com a sensibilidade artística das rimas improvisadas.
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Natural de Penedo, em Alagoas, ele mudou-se para Sergipe ainda na infância, estabelecendo-se no Povoado Tapera, em Neópolis. Desde os sete anos de idade, o jovem já demonstrava uma inclinação natural para o repente e a toada.
Amigos de longa data, como Marineide dos Santos, descrevem Willami como um “menino bom”, vindo de uma família respeitável e detentor de uma conduta exemplar, o que torna o mistério sobre o autor do crime ainda mais assustador para a comunidade local.
Para os moradores, a morte não foi apenas a perda de um artista promissor, mas a interrupção violenta da vida de um trabalhador que era querido por todos, do mais velho ao mais novo.
No âmbito das investigações, a Polícia Civil de Sergipe já mobilizou as equipes da delegacia local para esclarecer as circunstâncias que levaram ao homicídio.
Até o momento, o inquérito segue sem a identificação de suspeitos ou uma linha clara sobre a motivação do ataque, o que mantém a população em estado de alerta e insegurança.
As autoridades reforçam a importância da colaboração comunitária através do Disque-Denúncia 181, garantindo o sigilo absoluto para qualquer informação que possa levar ao paradeiro do executor.
Enquanto as toadas se silenciam em respeito à memória do vaqueiro, a cobrança por justiça ecoa pelas ruas de Neópolis, transformando o luto em um manifesto pela paz e pela segurança daqueles que fazem da tradição rural o seu ganha-pão.