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Conforme a medicina avança, muitos casos já tratados como complexos vão se tornando mais simples com o passar do tempo. A medicina atualmente já possui resposta para muitos processos difíceis, e até raros, do corpo humano.
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No entanto, isto não significa que alguns casos deixaram de ser impressionantes. E é exatamente isto que aconteceu com uma mulher colombiana em 2018, mas que só agora ganhou repercussão.
A mulher não teve o nome divulgado, mas o caso virou um artigo científico. Tudo começou quando, em 2016, esta mesma mulher deu a luz a gêmeos. Dois anos depois, ela fez uma solicitação incomum: um teste genético nas duas crianças.
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Ela foi até o Laboratório de Genética de Populações e Identificação da Universidade Nacional da Colômbia pedindo ajuda para confirmar a paternidade dos dois filhos, porque suspeitava que eles não tinham o mesmo pai.
O teste foi feito a primeira vez e os médicos fizeram questão de pedir um segundo teste para confirmar o resultado impressionante: as crianças tinham a mesma mãe, mas eram filhas de pai diferentes.
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Esse tipo de cenário já é conhecido pela medicina e se chama superfecundação heteropaternal, mas existem poucos estudos justamente por ser algo extremamente raro. Desde que a medicina começou a registrar casos e fazer estudos, apenas 20 casos foram oficialmente reportados em décadas.
O estudo em questão foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Genética da Universidade Nacional da Colômbia e foi publicado apenas agora. Alguns detalhes sobre esse tipo de fenômeno chamam a atenção.
Por exemplo, nestes casos, as crianças nascidas gêmeas obrigatoriamente não serão idênticas. Existe, inclusive, a chance de nem sequer se parecerem uma com a outra, já que não partilham exatamente o mesmo DNA. As descobertas geralmente são por acaso, por alguma observação incomum entre as crianças.