ANÚNCIOS
Uma reviravolta marcou as investigações sobre a trágica morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses de idade, em Fortaleza. O laudo oficial emitido pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e divulgado nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026.
ANÚNCIOS
O laudo concluiu que a criança não foi vítima de violência sexual, contrariando as suspeitas e informações preliminares que haviam sido divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) no início da semana.
De acordo com o relatório técnico divulgado em nota oficial pela secretaria, os exames clínicos e laboratoriais detalhados descartaram completamente a prática de abuso.
ANÚNCIOS
O exame sexológico apontou que não houve violência sexual, indicando a total ausência de sêmen ou de qualquer vestígio de material genético pertencente aos dois homens que haviam sido detidos na cena do crime.
Além disso, as análises de alcoolemia e os exames toxicológicos de sangue não constataram a presença de álcool ou de substâncias entorpecentes nas amostras coletadas na criança.
ANÚNCIOS
Em vez disso, o laudo pericial determinou cientificamente que a causa clínica do óbito de Helena foi asfixia, o que confere coerência à primeira percepção relatada pela mãe em depoimento, quando afirmou ter acreditado que a filha estivesse engasgada.
Diante do resultado oficial da perícia, o direcionamento jurídico do caso muda de forma drástica. A acusação inicial de estupro de vulnerável com resultado morte, que havia motivado a prisão em flagrante do namorado da mãe da criança e do primo dele, perde a sustentação técnica que justificava o indiciamento original.
A partir de agora, a Polícia Civil do Ceará e a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) passam a focar a principal linha de investigação na morte por asfixia, trabalhando para esclarecer se o sufocamento ocorreu de forma puramente acidental ou se houve contornos de negligência ou intencionalidade por parte dos adultos que estavam presentes no imóvel.