ANÚNCIOS
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve analisar nas próximas semanas um recurso relacionado ao caso da morte de Isabella Nardoni. A Quinta Turma marcou para o período entre 27 de agosto e 2 de setembro de 2026, em sessão virtual, o julgamento do pedido apresentado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+.
ANÚNCIOS
A informação foi divulgada com exclusividade pela coluna de Fábia Oliveira. O recurso, que terá relatoria do ministro Ribeiro Dantas, não trata da condenação pelo assassinato de Isabella, mas questiona a permanência de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá no regime aberto.
Presidida por Agripino Magalhães Júnior, a associação sustenta haver indícios de descumprimento das condições impostas pela Justiça para a execução da pena. Entre os pontos levantados estão dúvidas sobre a rotina de trabalho informada por Alexandre Nardoni.
ANÚNCIOS
Também foram mencionados questionamentos envolvendo deslocamentos em horários que poderiam contrariar as regras do regime aberto, além de informações relacionadas ao endereço apresentado às autoridades. O recurso ainda cita relatos de moradores da capital paulista e de Barueri sobre a presença dos condenados em diferentes locais. Apesar dessas alegações, os fatos ainda serão avaliados pelo Judiciário.
Até o momento, não houve reconhecimento oficial de que as supostas irregularidades tenham sido comprovadas. Ao comentar a iniciativa, Agripino Magalhães Júnior afirmou que o objetivo é verificar se as determinações judiciais continuam sendo cumpridas. Segundo ele, como os dois seguem condenados por um crime de grande repercussão nacional, cabe à Justiça apurar os indícios apresentados e adotar as providências cabíveis, caso sejam necessárias.
ANÚNCIOS
O presidente da entidade também destacou que o regime aberto continua sujeito a regras e fiscalização. Na avaliação dele, qualquer informação sobre possível descumprimento precisa ser examinada com rigor, transparência e responsabilidade pelas autoridades competentes.
No processo, a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ atua como agravante, enquanto o Ministério Público do Estado de São Paulo figura como agravado. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá participam da ação como interessados e aguardam a decisão do STJ sobre o recurso referente ao crime ocorrido em março de 2008, na capital paulista.
https://www.instagram.com/p/DYdnGRkjG0S/