Chega a 36 o número de mortos em incêndio em complexo residencial; centenas de pessoas estão desaparecidas

As causas do incêndio estão sob investigação.

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Um incêndio de proporções devastadoras atingiu nesta quarta-feira, 26 de novembro, um complexo residencial no distrito de Tai Po, em Hong Kong, resultando na morte de 36 pessoas e deixando ao menos 29 feridos.

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Além disso, 279 moradores permaneciam desaparecidos até a última atualização divulgada pelas autoridades locais, o que aumenta ainda mais a complexidade da contenção deste incêndio.

O fogo, ainda não controlado pelo Corpo de Bombeiros, se espalhou rapidamente por sete das oito torres do Wang Fuk Court, um conjunto habitacional composto por edifícios de 31 andares e cerca de 2 mil apartamentos, onde vivem aproximadamente 4.600 pessoas, segundo dados do censo de 2021.

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As chamas teriam começado na estrutura de andaimes de bambu que envolvia parte do prédio em reforma, material tradicionalmente usado na construção civil local, mas que já vinha sendo questionado por especialistas devido ao alto risco de combustão.

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No início do ano, o governo chegou a anunciar planos para restringir o uso do bambu em obras urbanas. A presença de ventos fortes intensificou a propagação do fogo entre os prédios.

Mais de 700 bombeiros foram mobilizados, juntamente com 400 policiais, em uma operação de grande escala. O Departamento de Bombeiros informou que a temperatura dentro das edificações atingidas era extremamente elevada, dificultando o acesso às áreas internas e a realização de resgates.

A complexidade da operação levou à elevação do alerta de incêndio para o nível 5 — o mais alto da escala de gravidade usada em Hong Kong. Entre as vítimas está um bombeiro que atuava na linha de frente do combate às chamas.

Outros profissionais também sofreram ferimentos durante o esforço de contenção do incêndio. As equipes seguem buscando os moradores desaparecidos, muitos dos quais permanecem presos nos andares superiores das torres.

Como medida de emergência, o Departamento de Transportes de Hong Kong interditou trechos da rodovia Tai Po e desviou linhas de ônibus que passam pela região. Dois quarteirões próximos ao local do incêndio foram inicialmente isolados por precaução e posteriormente liberados.

O episódio expõe vulnerabilidades na segurança de estruturas residenciais em grandes centros urbanos e reacende o debate sobre práticas de construção e modernização de normas de segurança em obras.

Enquanto o resgate continua, autoridades investigam as causas exatas do incêndio e avaliam os danos causados à infraestrutura do complexo. A tragédia mobiliza esforços de diversas frentes e deixa a cidade em estado de alerta.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.