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Rodovias que ligam grandes centros urbanos concentram fluxo intenso de veículos pesados, especialmente nas primeiras horas da manhã. Em trechos estratégicos como a Fernão Dias, que conecta Minas Gerais a São Paulo, o transporte de cargas industriais convive diariamente com ônibus e automóveis de passeio.
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Situações de congestionamento repentino, associadas à circulação de caminhões de grande porte, ampliam o risco de colisões em sequência, conhecidas como engavetamentos. Infelizmente todos os dias vidas são ceifadas na BR-381.
Foi nesse contexto que um acidente registrado às 6h35 desta sexta-feira (13), no km 700 da Rodovia Fernão Dias, em Lavras (MG), resultou na morte de um motorista de 69 anos. A ocorrência envolveu três carretas — uma delas transportando argônio — e um ônibus.
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Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a sequência começou quando uma das carretas tombou na pista no sentido São Paulo, provocando a formação de uma fila de veículos. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
Com o trânsito já lento, uma segunda carreta, carregada com argônio, conseguiu parar ao final do congestionamento, assim como o ônibus que vinha logo atrás. No entanto, uma terceira carreta não freou a tempo, colidiu na traseira do coletivo e o lançou contra o caminhão que transportava o gás.
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O impacto provocou o vazamento da substância, registrada em imagens que circularam nas redes sociais mostrando o gás se dispersando pela via. O argônio é um gás incolor e inodoro, amplamente utilizado em processos industriais por não reagir facilmente com outras substâncias.
Em ambientes abertos, ele tende a se dissipar rapidamente, mas pode representar risco em locais fechados ao substituir o oxigênio disponível no ar. De acordo com a PRF, não houve dano ambiental, já que o produto evaporou ao entrar em contato com a atmosfera.
Ainda conforme as autoridades, o gás teria atingido o motorista do ônibus, que morreu no local. A concessionária Arteris informou que, até o início da tarde, todas as faixas no sentido São Paulo permaneciam interditadas, com desvio pelo acostamento e cerca de 17 quilômetros de retenção.
Equipes da empresa e do Corpo de Bombeiros atuaram na remoção dos veículos e na liberação da pista. As causas do acidente serão investigadas, reforçando a necessidade de atenção redobrada e manutenção adequada em vias de grande circulação.