Com câncer terminal, homem toma decisão de fazer velório ainda em vida

Enfrentando a doença, o homem decidiu realizar o seu velório com celebração.

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Em uma demonstração incomum de resiliência e lucidez diante da finitude humana, o morador de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Tiago Pitthan, de 47 anos, decidiu quebrar os tabus que cercam a terminalidade médica.

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Diagnosticado com um câncer agressivo e em estágio avançado, ele optou por lidar com a proximidade da morte de uma forma muito particular e afetuosa: organizou e realizou o seu próprio velório de forma antecipada.

O evento, concebido não como um rito de lamentação, mas como uma verdadeira celebração à vida ao lado de seus familiares e amigos, aconteceu no último sábado, 30 de maio de 2026, atraindo dezenas de pessoas em um clima de confraternização e afeto.

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A trajetória de Tiago com a enfermidade teve início durante as celebrações de réveillon de 2024, quando surgiram os primeiros sintomas clínicos que acenderam o alerta para a sua saúde.

Após a realização de exames detalhados, os médicos identificaram a presença de um tumor maligno altamente agressivo localizado no estômago. O plano terapêutico inicial previa a realização de uma intervenção cirúrgica para a retirada da massa tumoral.

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Contudo, ao iniciarem o procedimento, a equipe médica constatou que o quadro havia evoluído para uma neoplasia metastática, com implantes tumorais já disseminados pelo intestino grosso e pelo intestino delgado, inviabilizando qualquer possibilidade de cura.

Desde então, o paciente vem se submetendo a sessões contínuas de quimioterapia e imunoterapia com o objetivo de desacelerar o crescimento dos tumores e garantir cuidados paliativos adequados.

Ao compreender a realidade do prognóstico terminal, Tiago tomou a decisão consciente de encarar a situação de frente, recusando-se a permitir que o medo ou o silêncio dominassem os seus dias restantes.

Ele revelou que, desde o início do tratamento, percebeu que as pessoas ao seu redor tendiam a evitar termos como câncer, morte e velório, optando por usar essas palavras abertamente para desmistificar o sofrimento e evitar ser assombrado pelo inevitável.

Para ele, a consciência de que o seu tempo é limitado funcionou como um divisor de águas, fazendo-o compreender que o tempo presente é o bem mais precioso disponível e motivando-o a investir suas energias no convívio intenso com as pessoas que ama.

A organização do evento começou com uma projeção modesta de 50 convidados, número que rapidamente dobrou para 100 e que, por fim, transformou-se em uma reunião aberta para quem quisesse se juntar à homenagem.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.