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A violência dentro de famílias brasileiras muitas vezes explode de forma repentina, impulsionada por anos de dependência química não tratada e problemas de saúde mental que ninguém consegue conter.
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Discussões que pareciam controláveis viram confrontos irreversíveis, destruindo laços de sangue e deixando órfãos, viúvos e comunidades inteiras sem entender como o lar virou campo de batalha.
Em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, o que seria uma quinta-feira comum, 20 de novembro de 2025, transformou-se em pesadelo para a família de Talia da Silva Silveira, 28 anos, e sua mãe Rita de Cássia da Silva Silveira, 59 anos.
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O responsável foi o irmão e filho Kelvin da Silva Silveira, que vivia em surto constante por uso de drogas e agressividade crescente. Tudo começou quando um entregador bateu na porta da casa no bairro Vila São José. Kelvin atendeu com as mãos cobertas de sangue e anunciou calmamente que havia acabado com a mãe.
Assustado, o entregador ligou para Talia, que estava fora de casa. Ao saber do risco, ela correu de volta para proteger a filha de apenas 3 anos, que ficara com a avó. Ao pular o muro tentando alcançar a criança, Talia foi surpreendida e atacada com facadas pelo próprio irmão.
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A menina, percebendo o perigo, conseguiu escapar correndo até a casa de vizinhos, que a acolheram e chamaram a Polícia Militar. Isac Casteller Duarte, companheiro de Talia há três anos e pai da caçula do casal, revelou em entrevista que guardava um plano especial: pediria a namorada em casamento em breve.
“O que ela mais queria era casar. Eu ia fazer isso, mas não deu tempo”, contou, com a voz embargada. O casal já criava três filhos, dois de relacionamentos anteriores de Talia e a pequena de 3 anos, e sonhava com uma cerimônia oficial para selar a união.
Quando os policiais chegaram, encontraram Kelvin fora de controle, ainda com faca e espingarda de pressão, ameaçando quem se aproximava. Após ignorar ordens e avançar contra a guarnição, ele foi neutralizado com tiros e não resistiu.
A casa apresentava sinais claros de luta, com sangue espalhado por vários ambientes. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas para entender o gatilho exato do surto, enquanto peritos analisam as evidências deixadas no local.