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Crimes que, à primeira vista, parecem envoltos em mistério costumam mobilizar comunidades inteiras, sobretudo quando surgem indícios inquietantes logo nas primeiras apurações.
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Foi o que ocorreu na madrugada desta quinta, dia 19 de fevereiro, em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista, onde a descoberta do corpo de uma jovem dentro de uma casa de madeira chocou moradores e levou a polícia a tratar o caso como feminicídio.
A vítima foi identificada como Cássia Kerolin de Souza Elias, de 27 anos. O reconhecimento foi feito por familiares, que também acionaram as autoridades após relatarem a suspeita de que ela teria sido morta e enterrada no imóvel localizado na rua José Poloni, na região do Rio do Ouro.
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Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, equipes policiais foram até o endereço indicado e notaram sinais de movimentação recente de terra no interior do barraco. Com apoio do Corpo de Bombeiros, os agentes realizaram uma escavação no local.
A poucos metros da entrada, a cerca de um metro de profundidade, encontraram o corpo da jovem enterrado dentro da própria residência. O caso ganhou contornos ainda mais delicados após a Polícia Civil apontar como principal suspeito um homem que manteve relacionamento com Cássia.
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De acordo com relatos de vizinhos, os dois teriam discutido pouco antes de a jovem desaparecer. Moradores afirmaram ainda que o homem chegou a ser agredido por pessoas da vizinhança após o ocorrido e, desde então, não foi mais visto.
Até o momento, ninguém foi preso. O suspeito é considerado foragido e está sendo procurado pelas autoridades. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passa por exames para determinar a causa da morte.
A investigação segue em andamento e foi formalmente registrada como feminicídio. O caso gerou comoção na região e reacendeu o debate sobre violência contra a mulher, tema que continua exigindo atenção das autoridades e da sociedade.