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A despedida do piloto de helicóptero da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro mobilizou colegas de corporação, familiares e amigos nesta terça-feira na cidade do Rio de Janeiro.
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O policial morreu no último domingo após passar meses internado em decorrência de um disparo sofrido durante uma operação aérea realizada na comunidade da Vila Aliança, na Zona Oeste da capital fluminense.
O caso gerou forte comoção entre integrantes das forças de segurança e reacendeu debates sobre os riscos enfrentados diariamente por profissionais que atuam em operações nas áreas mais sensíveis da cidade.
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O cortejo em homenagem ao agente começou no início da tarde, por volta das 12h50, saindo da Lagoa, local onde Felipe atuava anteriormente. A cerimônia percorreu diversos bairros da Zona Sul antes de seguir para o Crematório da Penitência, na Zona Norte, onde ocorreram o velório e uma missa de corpo presente.
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Viaturas da Polícia Civil e de outras corporações acompanharam o trajeto em sinal de respeito ao policial, que era integrante do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais.
Nas redes sociais, a esposa de Felipe, Keidna Marques, compartilhou mensagens emocionadas sobre a despedida. Em seus relatos, ela destacou o comprometimento do marido com a profissão e lembrou que o policial sempre sonhou em integrar a equipe aérea da corporação.
Segundo ela, Felipe dedicou grande parte da vida ao trabalho e encarava a missão de proteger a sociedade como um propósito pessoal. Felipe estava internado desde março de 2025, quando foi atingido durante uma operação em Bangu.
O helicóptero em que ele estava sobrevoava a região quando foi alvo de disparos. O policial sofreu um grave ferimento na cabeça e precisou passar por várias neurocirurgias ao longo dos meses seguintes.
Depois de um longo período em coma e mais de sete meses sob cuidados intensivos, ele chegou a receber alta hospitalar em dezembro, seguindo para um centro de reabilitação.
Nos últimos meses, porém, o quadro de saúde voltou a apresentar complicações. De acordo com familiares, uma infecção após cirurgia craniana agravou seu estado clínico, exigindo novos procedimentos médicos e uso intensivo de antibióticos.
Mesmo diante das dificuldades, pessoas próximas destacaram a força demonstrada por Felipe durante o tratamento. As investigações sobre o ataque continuam em andamento. Um suspeito chegou a ser preso em maio, enquanto outros envolvidos seguem sendo procurados pelas autoridades.