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Moradores de Frutal, no Triângulo Mineiro, amanheceram abalados neste domingo (10) após um caso que mobilizou policiais, equipes médicas. A morte de Brenner Antony da Silva, de apenas quatro anos, causou forte comoção na cidade.
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A criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), chegou a ser socorrida, mas não resistiu após sofrer agressões dentro da própria casa. Segundo informações registradas pela polícia, o principal suspeito é um vizinho da família, identificado como Felipe Palhares Queiroz, de 24 anos.
Ele foi localizado e preso pouco tempo depois da ocorrência. De acordo com o boletim policial, o homem teria invadido a residência pulando o muro e carregando objetos usados durante a ação. Inicialmente, ele teria anunciado um roubo dentro da casa.
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Durante o ocorrido, a mãe da criança também foi atacada e impedida de sair do imóvel. Conforme o relato prestado às autoridades, ela tentou negociar para que o suspeito deixasse a residência, oferecendo uma transferência bancária.
Enquanto isso, Brenner ficou bastante agitado diante da situação. A criança acabou sendo ferida gravemente e levada ao Hospital Frei Gabriel, mas não resistiu. A polícia informou ainda que o menino foi encontrado a certa distância da residência, o que aumentou ainda mais a revolta entre moradores da região.
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O caso rapidamente se espalhou pela cidade e gerou manifestações de tristeza nas redes sociais, principalmente entre familiares de crianças autistas e pessoas ligadas a projetos de inclusão.
Após buscas, equipes policiais localizaram Felipe, que apresentou resistência durante a abordagem. Segundo os agentes, foi necessário o uso de técnicas de contenção para efetuar a prisão.
Em depoimento inicial, o suspeito afirmou que estava emocionalmente descontrolado e mencionou incômodos relacionados ao convívio com os vizinhos. A Polícia Civil deve aprofundar as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso. A morte de Brenner reacende discussões sobre proteção infantil, saúde mental e convivência comunitária.
Especialistas reforçam a importância de denúncias preventivas diante de comportamentos agressivos e também destacam a necessidade de ampliar o acolhimento e a conscientização sobre o autismo, principalmente em ambientes familiares e sociais.