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As investigações sobre a queda da aeronave de pequeno porte no bairro Silveira, em Belo Horizonte, ocorrida nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, avançam com novos detalhes sobre as causas e a identidade dos envolvidos.
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A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Andréa Pochmann, revelou que relatos de testemunhas indicam que o monomotor já apresentava problemas no Aeroporto da Pampulha, de onde decolou por volta das 12h16.
Segundo os depoimentos, a decolagem não foi realizada de forma correta e a aeronave começou a perder altitude ainda nas imediações da pista, momento em que o próprio piloto chegou a comunicar falhas técnicas às autoridades de controle.
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O balanço oficial das autoridades confirma a morte de duas pessoas que estavam na cabine. As vítimas fatais são o piloto, Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o passageiro Fernando Moreira Souto, de 36 anos.
Fernando, que era filho do atual prefeito de Jequitinhonha (MG), ocupava o assento do copiloto no momento do impacto, embora a Polícia Civil tenha esclarecido que ele não desempenhava a função técnica.
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Entre os sobreviventes, que foram resgatados e encaminhados ao hospital em estado que exige cuidados, estão Arthur Schater Berganholi (25 anos), seu pai Leonardo Berganholi Martins (50 anos) e Hemerson Cleiton Almeida Souza.
A trajetória da aeronave começou em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Após uma escala técnica no Aeroporto da Pampulha para troca de passageiros, o destino final seria o estado de São Paulo.
Contudo, o plano de voo foi interrompido tragicamente quando o monomotor colidiu contra um edifício de três andares na Rua Ilacir Pereira Lima, em frente a um supermercado.
O impacto foi tão violento que dividiu os destroços: parte da fuselagem ficou presa na estrutura do prédio, enquanto outra parte caiu no estacionamento do centro de compras.
O pânico tomou conta dos moradores; uma moradora relatou ter sentido um medo paralisante, chegando a associar o barulho ao fim dos tempos, enquanto outros vizinhos inicialmente acreditaram tratar-se de uma operação policial ruidosa.
“As informações que temos de uma testemunha é que já no próprio Aeroporto da Pampulha a decolagem já não foi a correta, que estava perdendo altitude aqui na Pampulha”, disse Andréa Pochmann, delegada da PCMG.
Atualmente, a Polícia Civil mantém a área isolada e aguarda a perícia técnica do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) para determinar as causas exatas da falha mecânica.
Além da análise dos destroços, a corporação realizará exames toxicológicos para verificar a presença de substâncias no organismo do piloto e investigará as condições de abastecimento da aeronave.
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar trabalham na segurança da estrutura atingida, que passará por avaliação para garantir que não haja risco de novos desabamentos após a remoção dos restos da aeronave