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A Polícia Civil de Santa Catarina detalhou, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (19), as investigações sobre a morte de Isabela Miranda Borck, de 17 anos.
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Segundo as autoridades, o principal motivador do crime teria sido vingança. O pai da adolescente, que já está preso, havia sido condenado pelo estupro da própria filha apenas uma semana antes do desaparecimento dela em Itajaí.
Para os investigadores, o homem planejou o crime como uma retaliação à sentença judicial, e a linha de investigação mais plausível indica que o assassinato ocorreu ainda em território catarinense, antes de o corpo ser levado para o Rio Grande do Sul.
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Em seu depoimento, o investigado apresentou uma versão na qual admitiu ter ido à casa da ex-esposa com a intenção de sequestrar tanto a mãe quanto a filha para levá-las a Caraá, no Rio Grande do Sul.
O objetivo seria confrontá-las sobre o processo de estupro, que ele alega ter sido fruto de uma injustiça. Ele relatou ter desistido de levar a mãe ao vê-la sair para o trabalho, optando por levar apenas Isabela, que teve as mãos amarradas.
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O homem sustenta que, ao chegarem à sua residência em solo gaúcho, a jovem teria conseguido fugir para a mata mesmo imobilizada e que, após horas de busca, ele a teria encontrado já sem vida em uma cavidade no solo.
A narrativa do suspeito prossegue afirmando que, tomado pelo desespero e pelo medo de ser acusado, ele decidiu ocultar o cadáver utilizando pedras para bloquear qualquer visibilidade do local.
No entanto, a Polícia Civil destacou que a ocultação foi “muito bem executada”, o que reforça a tese de crime premeditado. O delegado Roney Péricles ressaltou que a polícia aguarda agora os laudos periciais para confirmar a causa exata da morte.
Além disso, é esperado que seja confrontado tecnicamente a versão de “morte acidental” apresentada pelo pai. O homem responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
Isabela, descrita por seu colégio em Itajaí como uma jovem de presença serena e olhar criativo, havia acabado de concluir o Ensino Médio. A instituição de ensino lamentou profundamente a tragédia.
Na ocasião, foi dito que a violência interrompeu uma fase de celebrações e sonhos, como a colação de grau e o baile de formatura, deixando um vazio entre amigos e professores que a acompanhavam desde 2015.