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O caso dos quatro trabalhadores encontrados sem vida em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa, continua cercado de dúvidas e tem gerado grande repercussão. Os homens, que estavam desaparecidos desde o início da semana, foram localizados na última sexta, dia 3 de abril, em condições que chamaram a atenção das autoridades e da população.
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As vítimas foram identificadas como Cleibson Jaques, de 31 anos; Lucas Bispo; Sidclei Silva, de 21 anos; e Gismario Santos, de 23. Todos eram naturais da Bahia e atuavam na construção civil na região metropolitana da capital paraibana, onde estavam há cerca de dois meses.
De acordo com a perícia, os corpos apresentavam marcas de disparos de arma de fogo e já estavam em avançado estado de decomposição, indicando que as mortes teriam ocorrido aproximadamente dois dias antes da localização.
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Um detalhe que reforça a linha investigativa é o fato de três das vítimas terem sido encontradas com as mãos amarradas para trás. A descoberta teve início após moradores denunciarem a presença de um carro abandonado na região.
O veículo, um Celta preto, estava visivelmente sujo e com um odor forte, o que levantou suspeitas. A partir disso, equipes policiais iniciaram buscas nas proximidades e localizaram os corpos dentro de uma área de mata situada em uma granja.
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Os investigadores acreditam que o carro possa ter sido utilizado para transportar os trabalhadores até o local onde foram deixados. Imagens de câmeras de segurança reforçam essa hipótese, mostrando suspeitos deixando a área em uma única motocicleta após abandonarem os corpos.
Antes disso, os quatro homens moravam em uma casa de apoio em Bayeux. O desaparecimento veio à tona quando o transporte que os levava ao trabalho chegou ao imóvel e encontrou o local revirado e vazio, levantando um alerta imediato.
Relatos de moradores também indicam que, durante a madrugada, foram ouvidos gritos e o som insistente de uma buzina, o que pode estar relacionado ao ocorrido.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis. Enquanto isso, o episódio segue envolto em questionamentos e mobiliza autoridades na busca por respostas.