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A manhã começou agitada nos cadernos políticos nesta terça-feira (15/07). O motivo disso foi a manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o julgamento que pode condenar Bolsonaro e aliados, acusados de tramar contra o Estado brasileiro.
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O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, apresentou as manifestações finais do órgão e pediu a condenação do ex-presidente e de aliados, a saber: Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira, Mauro Cid, Augusto Heleno, Anderson Torres, Almir Garnier Santos; e Alexandre Ramagem.
Todos são acusados de envolvimento no que a Polícia Federal expôs como uma trama golpista, que tinha como objetivo manter Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas. O ex-presidente é apontado como líder da organização criminosa.
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“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, escreveu Gonet.
A manifestação da Procuradoria faz parte do processo. A entender: a procuradoria atua como promotora do Estado. Assim como os advogados dos réus tem a prerrogativa de uma manifestação final, antes da leitura da sentença; a promotoria também tem a mesma prerrogativa.
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Após a manifestação da PGR, quem fez questão de se manifestar foi Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente e deputado licenciado. Morando nos EUA ao longo dos últimos meses, Eduardo questionou a PGR.
“PGR Gonet pede até 43 anos de prisão de @jairbolsonaro por: tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A quem interessa tudo isso?”, questionou.
PGR Gonet pede até 43 anos de prisão de @jairbolsonaro por:
-Tentativa de golpe
-Abolição violenta do Estado democrático de direito
-Organização criminosa armada
-Dano qualificado
-Deterioração de patrimônio tombadoA quem interessa tudo isso?
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 15, 2025
Eduardo esta nos EUA e admitiu que atuou na articulação das tarifas impostas ao Brasil pelo governo do país norte-americano. As tarifas, conforme já admitiu também o presidente dos EUA, Donald Trump, tem objetivo de forçar o sistema judiciário brasileiro a encerrar o processo contra o ex-presidente.