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As ondas de calor têm se tornado cada vez mais frequentes em diferentes partes do mundo, trazendo desafios para os sistemas de saúde e aumentando a preocupação com a população mais vulnerável.
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Temperaturas muito acima da média podem provocar impactos significativos, principalmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos que vivem sozinhos ou sem acesso adequado a ambientes climatizados.
Na Europa, o cenário voltou a chamar a atenção nos últimos dias, com diversos países enfrentando marcas históricas nos termômetros. Além do desconforto provocado pelas altas temperaturas, autoridades intensificaram alertas e medidas preventivas para reduzir os riscos associados ao calor extremo.
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Na França, o Ministério da Saúde informou neste domingo que o país registrou um excedente de aproximadamente mil mortes em apenas três dias durante a recente onda de calor.
Os dados foram coletados entre os dias 24 e 26 de junho e ainda são considerados preliminares, podendo sofrer alterações à medida que novos registros forem incorporados ao levantamento oficial.
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Segundo o governo francês, diversos recordes históricos de temperatura foram superados ao longo da semana. Em Pissos, os termômetros chegaram a 44,3°C, estabelecendo a maior temperatura já registrada no país desde o início das medições meteorológicas, em 1947.
O dia 24 de junho também entrou para a história como o mais quente já observado em território francês. Os registros apontam mais de 1,2 mil mortes em 24 de junho e cerca de 1,4 mil nos dois dias seguintes. Em comparação, durante os meses de abril e maio a média diária variava entre 900 e mil óbitos.
O aumento foi mais expressivo nas regiões que permaneceram sob alerta vermelho, como Île-de-France, Nouvelle-Aquitaine, Bretanha, Centro-Vale do Loire, Normandia e País do Loire.
De acordo com o ministério, aproximadamente 85% das pessoas que morreram tinham 65 anos ou mais. Também foi observado crescimento nas mortes registradas em hospitais, instituições de longa permanência e residências, sendo que os óbitos ocorridos em casa apresentaram um aumento de cerca de 40% em relação ao padrão habitual.
Especialistas reforçam que episódios de calor intenso exigem atenção especial às pessoas mais vulneráveis e destacam a importância de ações de solidariedade voltadas para quem vive isolado.
Organizações internacionais também relacionam a intensificação das ondas de calor às mudanças climáticas, ressaltando que fenômenos naturais, combinados ao aquecimento global provocado pela atividade humana, têm favorecido temperaturas cada vez mais elevadas e eventos extremos mais frequentes.