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Um turista argentino de 63 anos foi preso em flagrante após fazer comentários racistas contra uma criança negra de 7 anos, durante um passeio turístico em Tiradentes, cidade histórica de Minas Gerais.
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O caso aconteceu neste domingo (24/05), nas proximidades da estação da Maria Fumaça, e gerou revolta entre pessoas que estavam no local. Segundo as informações registradas pela polícia, o homem teria tirado fotos e gravado vídeos do menino sem autorização da família.
Em mensagens enviadas pelo WhatsApp, para alguém ainda não identificado, o turista escreveu frases racistas sobre a criança. Dentre as mensagens, a que viralizou e gerou revolta foi: “É negro, mas muito lindinho. Posso levá-lo como escravo”.
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De acordo com testemunhas, outro passageiro percebeu o conteúdo das mensagens e decidiu alertar a mãe da criança sobre a situação. A confusão começou logo depois, ainda na estação, quando pessoas que estavam no local passaram a confrontar o estrangeiro após descobrirem o teor das mensagens.
A Polícia Militar foi acionada e realizou a prisão em flagrante do argentino, que acabou encaminhado para a delegacia junto da mãe da criança e de testemunhas do caso. A Polícia Civil informou que a ocorrência foi registrada como crime de racismo.
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O episódio provocou forte repercussão nas redes sociais, principalmente pela gravidade das mensagens atribuídas ao turista. No Brasil, o crime de racismo é considerado inafiançável e imprescritível pela legislação brasileira.
O caso gerou repercussão imediata após a divulgação dos detalhes. Essa não é a primeira vez que cidadãos argentinos são acusados de racismo e presos no Brasil. Na Argentina, embora existam leis sobre discriminação, não existe tipificação por racismo.
Historicamente, o país possui uma relação violenta com sua população negra, que vem desde o período da escravização de povos africanos. Historiadores do país apontam que houve um movimento institucional para “branquear” a população.