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A incerteza costuma ser uma das consequências mais difíceis de enfrentar após grandes desastres naturais, especialmente quando famílias inteiras perdem contato em poucos minutos.
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Em situações desse tipo, as equipes de emergência trabalham contra o tempo enquanto milhares de pessoas aguardam notícias de parentes e amigos desaparecidos. Terremotos de grande intensidade podem provocar danos estruturais extensos, interromper comunicações e dificultar o acesso às áreas mais afetadas.
Além dos prejuízos materiais, esses episódios deixam comunidades inteiras mobilizadas em uma intensa busca por sobreviventes e informações sobre quem ainda não foi localizado.
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Entre as histórias que ganharam repercussão está a do jogador argentino Lucas Trejo, que revelou nesta quinta-feira não conseguir contato com sua família desde os fortes tremores registrados na Venezuela.
O atleta, que atua por um clube do país, contou que o edifício onde sua esposa e os dois filhos moravam desabou durante os abalos. Sem qualquer confirmação sobre o paradeiro dos familiares, Trejo utilizou as redes sociais para pedir ajuda à população.
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O jogador solicitou que sua mensagem fosse compartilhada na esperança de alcançar alguém que tivesse visto sua esposa Yani e os filhos Aarón e Ainhoa. A cidade de Praia Grande, localizada no litoral venezuelano e próxima de Caracas, está entre os locais atingidos pelos tremores.
“Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família, por favor”, afirmou Trejo.
O drama vivido pelo atleta reflete a realidade de inúmeras famílias que permanecem separadas desde a noite de quarta-feira (25). As autoridades informaram que dois terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorreram com menos de um minuto de diferença, causando danos em diversas regiões do país.
O impacto provocou o desabamento de prédios e residências, além de interromper serviços essenciais em várias localidades. Segundo o governo venezuelano, mais de 100 pessoas morreram e centenas ficaram feridas após os tremores.
Terremoto/ Junquito
Venezuela 😫😫😩👇😱 pic.twitter.com/o4vD0mbqsa— Me dicen la Negra 🥰 🇻🇪 (@yeligamboa) June 25, 2026
O número de vítimas ainda pode aumentar, já que muitas áreas seguem sendo vistoriadas pelas equipes responsáveis pelas buscas. Mais de 500 grupos de resgate permanecem mobilizados para localizar sobreviventes entre os escombros e prestar assistência aos moradores.
O trabalho é dificultado pelos danos nas estruturas e pelas condições encontradas nos locais atingidos. As autoridades também confirmaram que pelo menos 20 réplicas foram registradas nas horas seguintes aos terremotos.
🚨URGENTE – Venezuela está completamente destruída, com as cidades parecendo cenas da guerra pic.twitter.com/BGg6hQmRAI
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) June 25, 2026
Os tremores secundários foram sentidos inclusive em cidades do Norte do Brasil, aumentando a preocupação na região. Enquanto as operações continuam, familiares seguem aguardando respostas e alimentando a esperança de reencontrar seus entes queridos.
A situação reforça a importância de investimentos em prevenção, estruturas mais resistentes e planos de resposta capazes de reduzir os impactos de desastres naturais.