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Após uma manhã de negociações diplomáticas, o Palácio do Planalto confirmou uma conversa por videoconferência entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, nesta última segunda-feira, dia 6 de outubro.
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No primeiro contato formal entre os dois líderes sobre a crise, Lula pediu a retirada das tarifas impostas aos produtos brasileiros. Em uma nota oficial da Presidência da República, ele descreveu a conversa de 30 minutos como tendo um “tom amistoso”.
Segundo o comunicado, Lula classificou o contato como “uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.
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Com a notícia da conversa, os pedidos do presidente brasileiro foram detalhados. Lula “solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”.
Lula deseja que medidas, como a suspensão dos vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sejam retiradas e para dar seguimento às negociações, equipes dos dois governos foram designadas.
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Da parte dos Estados Unidos, o secretário de Estado, Marco Rubio, ficou responsável. Do lado brasileiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad e Mauro Vieira conduzirão as tratativas.
A conversa entre os presidentes acontece dois meses após o início do “tarifaço” de 50% aplicado sobre as exportações brasileiras. A medida foi anunciada por Trump em meio ao julgamento de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida afetou produtos como café, carnes e castanhas, gerando a crise diplomática. No momento, os dois líderes, que trocaram números de telefone para uma comunicação direta, já planejam um encontro presencial “em breve”.
Uma das possibilidades é uma reunião durante a Cúpula da Asean, na Malásia, no final de outubro. Lula também reforçou o convite para Trump vir à COP30, em Belém.