Estudante ‘serial killer’ acusada 4 mortes teve ajuda da irmã gêmea e da filha de uma vítima

As 4 mortes aconteceram entre janeiro e maio

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O caso da estudante de direito Ana Paula Veloso Fernandes, apontada pelo Ministério Público de São Paulo como responsável por uma série de quatro assassinatos em apenas cinco meses, continua gerando grande repercussão nacional.

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O enredo, digno de um thriller policial, envolve também a irmã gêmea da acusada, Roberta Cristina, e Michelle Paiva da Silva, filha de uma das vítimas, que segundo as investigações, participaram ativamente dos crimes.

As três foram presas pela Polícia Civil e agora aguardam o desfecho judicial de um dos casos mais comentados dos últimos anos. De acordo com o MP, os assassinatos ocorreram entre janeiro e maio deste ano em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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As vítimas formam um grupo improvável, unidas apenas pelo convívio com a estudante: Marcelo Hari Fonseca, dono do imóvel onde Ana Paula morava; Maria Aparecida Rodrigues, uma amiga online; Neil Corrêa da Silva, aposentado de 65 anos e pai de uma ex-colega da faculdade; e Hayder Mhazres, um jovem tunisiano de 21 anos com quem ela mantinha um relacionamento.

As investigações apontam que todas as mortes foram provocadas por envenenamento, com indícios de uso de substâncias similares ao “chumbinho”. O laudo final da perícia ainda está sendo aguardado, mas a polícia já confirmou sinais típicos de intoxicação nas vítimas.

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O corpo do namorado tunisiano não foi analisado, pois foi sepultado em seu país de origem. A motivação dos crimes, segundo o MP, era financeira. Ana Paula e Roberta planejavam se beneficiar dos bens e do dinheiro das vítimas.

Michelle, por sua vez, teria pago R$ 4 mil para as irmãs matarem o próprio pai, com quem mantinha uma relação conturbada. Durante as apurações, os promotores destacaram a frieza e a organização de Ana Paula, que teria usado códigos e manipulado pessoas próximas para executar seus planos.

Ela também é investigada por tentar envenenar colegas da faculdade com um bolo, numa suposta tentativa de incriminar outra pessoa. Enquanto Ana Paula permanece presa preventivamente em São Paulo, Roberta e Michelle estão detidas em presídios de Guarulhos.

O Ministério Público avalia novas denúncias e não descarta a possibilidade de existirem outras vítimas. O caso, que combina aparência de normalidade com ações calculadas, continua a despertar perplexidade pela audácia e complexidade de sua trama.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira