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A suspeita de que um detergente da marca Ypê teria provocado a internação de uma menina de 10 anos, no Rio Grande do Norte, acabou descartada após exames laboratoriais. Segundo as autoridades de saúde, a criança foi diagnosticada com eritema infeccioso, doença viral sem relação com o produto de limpeza.
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O caso ganhou grande repercussão nas últimas semanas depois que familiares relataram que os sintomas teriam começado após a menina lavar as mãos com detergente enquanto tinha um corte pequeno em uma das mãos.
Os exames confirmaram que a menina estava com eritema infeccioso causado por parvovírus humano. A doença costuma provocar manchas avermelhadas pelo corpo, além de sintomas como febre e dores de cabeça.
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A informação foi confirmada pelo secretário Alexandre Motta, responsável pela pasta da saúde. De acordo com ele, a hipótese inicial de contaminação pelo detergente foi descartada após a investigação conduzida pela pasta da saúde.
“Foi descartada a hipótese de que houvesse infecção por contaminação do produto Ypê. A criança tem uma doença benigna, sem maiores riscos, e já está em casa”, afirmou o secretário. A menina estava internada desde o último dia 13 de maio, em Natal.
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Durante o período de internação, a mãe contou que a filha apresentou manchas pelo corpo, perda de forças nas pernas, dores intensas e dificuldade para andar. Segundo a família, a criança chegou a precisar ser carregada nos braços pelo pai.
Apesar de a ligação entre o detergente e o quadro da menina ter sido descartada, a marca Ypê continua sendo investigada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Recentemente, o órgão determinou a suspensão de lotes de produtos após identificar falhas nos processos de fabricação e possíveis riscos de contaminação microbiológica, que poderiam colocar em risco a saúde dos usuários.