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A madrinha de Bruninho Samudio, Maria do Carmo Santos, divulgou uma carta aberta detalhando os bastidores do encontro cancelado entre o adolescente de 15 anos e seu pai, o ex-goleiro Bruno Fernandes.
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Segundo o documento, o objetivo central do jovem ao aceitar a reunião era propor o encerramento de todos os processos judiciais movidos pela família contra o atleta em troca de uma informação específica: a localização dos restos mortais de sua mãe, Eliza.
O adolescente pretendia utilizar os dados para realizar um sepultamento digno para a modelo, assassinada em 2010. De acordo com o relato de Maria do Carmo, a decisão de Bruninho de aceitar o diálogo não foi impulsiva e ocorreu após anos de resistência.
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O encontro foi planejado para ocorrer em um apartamento discreto em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, sob condições pré-estabelecidas que incluíam a ausência de jornalistas e da atual esposa do ex-goleiro.
Como o jovem é menor de idade, a presença da madrinha e da avó materna, Sonia Moura, era uma exigência para garantir sua segurança física e emocional durante a conversa.
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O encontro, no entanto, não se concretizou após o ex-goleiro não comparecer ao local e alegar publicamente que a situação se tratava de uma “cilada”. Bruno Fernandes afirmou em suas redes sociais que desistiu do compromisso por sentir-se inseguro.
Ele sustentou a tese de que haveria câmeras escondidas no imóvel e a presença de um repórter famoso para captar declarações que seriam utilizadas em um documentário sobre a vida de Bruninho.
Maria do Carmo classificou a versão do atleta como fantasiosa e incoerente, afirmando que Bruno ficou incomunicável e não respondeu a tentativas de contato no dia anterior à data marcada.
Além disso, ela criticou a postura do ex-jogador de vazar áudios para a imprensa e criar insinuações públicas, desafiando-o a provar as acusações de armadilha.
Para a madrinha, o gesto de Bruninho era uma tentativa genuína de encerrar a dor do luto sem buscar vingança ou exposição, mas o comportamento do pai transformou o momento em um palco de confusão mediática.
Bruno Fernandes, que foi condenado em 2013 a uma pena superior a 22 anos por homicídio, ocultação de cadáver e sequestro, cumpre atualmente o restante de sua sentença em liberdade condicional.
Maria do Carmo encerrou a manifestação ressaltando que, embora considere que o ex-goleiro ainda não pagou integralmente por seus crimes, a oportunidade de encontro foi concedida em estrito respeito à vontade e ao amadurecimento do adolescente.