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Ratinho, de 70 anos, comentou nesta segunda (10) o inquérito policial instaurado pela Polícia Civil para investigar supostas declarações homofóbicas feitas durante o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT.
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A investigação foi motivada por uma denúncia apresentada pelo ativista Agripino Magalhães Júnior, que questionou uma fala do apresentador sobre o cantor Tiago Piquilo, de 42 anos, durante a edição da última quarta (5) da atração.
Na ocasião, Ratinho fez uma brincadeira ao comentar a mudança no visual do músico, que havia platinado os cabelos. O apresentador afirmou que Tiago estava com “cara de viado”, declaração que levou o ativista a denunciar o caso.
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Ao abordar o episódio no programa desta segunda, Ratinho afirmou que suas interações com os convidados sempre tiveram caráter de brincadeira e negou ter intenção de desrespeitar qualquer pessoa.
O apresentador afirmou que mantém uma postura de respeito com aqueles que participam da atração. Ratinho também criticou, sem mencionar Agripino pelo nome, a iniciativa de quem moveu a denúncia.
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“Vocês da internet confundem, fazem questão de complicar as coisas. Eu sempre brinquei com todo mundo que vem aqui ao programa. Nunca, na minha vida, em nenhum momento, desrespeitei ninguém”, diz Ratinho.
Ratinho diz considerar que a pessoa responsável pelo processo estaria utilizando uma entidade para obter vantagem e reforçou que suas brincadeiras são conhecidas pelo público.
Ainda declarou que, quando entra em conflito, costuma reagir de maneira direta, mas sustentou que jamais teria faltado com respeito a alguém e também reclamou da quantidade de processos que já sobrecarrega a Justiça brasileira.
Durante o desabafo, o apresentador afirmou que pode abandonar esse tipo de brincadeira para evitar novas consequências judiciais. Para explicar a decisão, citou uma atitude adotada por Silvio Santos, que morreu em 2024, aos 93 anos.
Segundo Ratinho, Silvio Santos passou a evitar brincadeiras com crianças depois de receber críticas sobre a maneira como interagia com elas na televisão. O apresentador disse que pretende seguir exemplo semelhante, deixando de fazer brincadeiras para reduzir a possibilidade de novos processos.