Garota de 14 anos dá detalhes de como tirou a vida da própria mãe no RJ

O crime chocante segue sob investigação.

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O desaparecimento de uma mulher em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mobilizou familiares, moradores e autoridades por quase três meses, criando um clima de incerteza e apreensão.

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Casos de pessoas que somem sem deixar rastros costumam gerar inúmeras hipóteses, desde afastamentos voluntários até situações mais complexas, o que exige investigações prolongadas e cautelosas por parte da polícia.

Nesse contexto, a ausência de informações concretas sobre o paradeiro de Rosa Maria da Silva, de 53 anos, chamou atenção desde o fim de setembro. Inicialmente, acreditava-se que tanto Rosa quanto sua filha adolescente também estivessem desaparecidas.

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No entanto, a jovem de 14 anos foi localizada pouco tempo depois, o que levou os investigadores a concentrar esforços em esclarecer o que teria ocorrido com a mãe.

Em um primeiro momento, a adolescente afirmou que Rosa havia viajado para a capital fluminense, versão que passou a ser analisada ao longo das semanas seguintes. Com o avanço das diligências, inconsistências começaram a surgir, levando a polícia a reavaliar a linha de apuração.

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Após novos interrogatórios realizados no início de janeiro, a adolescente acabou admitindo participação direta no caso. Segundo as informações repassadas à Polícia Civil responsável pela região, ela relatou que contou com o auxílio de seu companheiro, um homem de 41 anos, para provocar a morte da mãe.

A jovem afirmou que o motivo estaria relacionado à oposição de Rosa ao relacionamento mantido por ela, dada a diferença de idade entre os dois. Ela revelou que a mãe foi morta a pauladas.

Durante o depoimento, a adolescente também indicou o local onde o corpo havia sido ocultado, em um imóvel ligado ao homem citado.

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A partir dessas informações, uma operação conjunta foi organizada, com apoio do Corpo de Bombeiros e de equipes especializadas, para a retirada do corpo, que se encontrava em um poço profundo. O trabalho técnico durou várias horas e exigiu equipamentos específicos.

A identidade de Rosa Maria foi confirmada posteriormente por exames oficiais. O homem foi preso e responderá criminalmente, enquanto a adolescente permanece apreendida, sujeita às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O caso reacende debates sobre relações abusivas, proteção de menores e a importância de redes de apoio capazes de identificar sinais de risco antes que situações extremas aconteçam.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.