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A nova fase de uma investigação de grande alcance conduzida pela Polícia Federal trouxe desdobramentos que ampliaram a atenção sobre o caso nesta quarta-feira (4). A operação, que apura a atuação de um grupo suspeito de organizar ações paralelas de monitoramento e possível interferência em apurações oficiais, envolve nomes ligados ao setor financeiro e à área de segurança.
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As medidas determinadas pela Justiça incluem prisões preventivas, mandados de busca e bloqueio de bens de alto valor, em um processo que tramita sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Entre os presos está Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. De acordo com a Polícia Federal, ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da corporação em Minas Gerais.
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Em nota, a instituição informou que agentes prestaram atendimento imediato ao perceberem a situação, iniciando manobras de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
O custodiado foi encaminhado à rede hospitalar para avaliação médica. A PF comunicou o ocorrido ao gabinete do relator do caso no STF e informou que abrirá procedimento interno para esclarecer as circunstâncias, além de disponibilizar registros em vídeo sobre o episódio.
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As investigações apontam que Mourão teria papel central na coordenação das atividades do grupo, sendo descrito em decisão judicial como responsável por organizar ações de vigilância e coleta de informações sobre pessoas consideradas estratégicas ou críticas ao empresário investigado.
Mensagens analisadas indicariam a existência de uma estrutura com financiamento mensal que poderia alcançar cerca de R$ 1 milhão, destinado a custear operações e remunerar integrantes. Também é mencionada a participação de um policial federal aposentado.
A Operação Compliance Zero chega à sua terceira etapa com suspeitas que incluem ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Além das prisões, foi determinado bloqueio de bens que pode atingir até R$ 22 bilhões, enquanto as apurações prosseguem para detalhar o alcance e a responsabilidade dos envolvidos.